Apache cresce ainda mais no mercado de servidores

September 1st, 2008 by Marcos Arouca

As estatísticas de servidores web liberadas mensalmente pela Netcraft mostram que o servidor livre Apache opera, agora, 1,2 milhões de sites a mais que há um mês.
Isso significa que o servidor web de código aberto está por trás de 176.748.506 dos websites pesquisados, quase metade de toda a amostra. Em segundo lugar na lista está o Microsoft IIS, com uma fatia de 35%, seguido do Google Web Server (GWS) com 6% e do Lighttpd, também de código aberto, com 3% (1,7 milhões de sites).
Segundo a Netcraft, uma nova promessa é o servidor Nginx, de autoria do programador russo Igor Sysoev. Em sua primeira aparição na lista, ele já alcançou o quinto lugar. As estatísticas estão disponíveis no site da Netcraft. O ranking de servidores de agosto está aqui.

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Fonte: Linuxnewmedia

XMPP na Oscon

August 1st, 2008 by ricardoclemente

Na oscon participei de duas palestras que falavam do uso de XMPP para criação de serviços web. O Etevaldo participou da primeira, e juntos organizamos este post.

As palestras foram “Open Source XMPP for Cloud Services” da Jive e “Beyond REST? Building data services with XMPP PubSub” do Flickr.

Ambas as apresentações estão online:
http://www.slideshare.net/mattjive/open-source-xmpp-for-cloud-services

http://www.slideshare.net/kellan/beyond-rest

Em ambas a indicação do uso de XMPP é para subistituir aplicações que façam HTTP Polling. HTTP Polling é o método que se baseia em requests periódicos a uma url para realizar o sincronismo entre duas aplicações, ou entre o cliente e o servidor. Segundo a apresentação do Flickr, isto seria equivalente a uma criança chata que fica perguntando ao pai de cinco em cinco minutos: “falta muito?” durante uma longa viagem de carro, e simplesmente não escala.

Nos casos em que o perído do polling é pequeno, ou seja, novos requests são gerados em poucos minutos ou segundos, é mais fácil enxegar a fonte de dados como um fluxo contínuo e ao invés de ficar abrindo e fechando conexões HTTP manter uma conexão persistente onde sejam trocadas mensagens. É assim que funciona o XMPP.

Bom ainda não estudei muito de XMPP, além de saber que é um protocolo aberto para “instant messaging” dei apenas uma lida no wikipedia . Acho que é o sufuciente por agora.

O problema encarado pelo Flickr era que o Friendster fazia HTTP Polling para sincronizar as fotos de seus usuários. Isso gerou uma grande volume de acesso no Flickr, que precisava de uma melhor alternativa. A solução do Flcikr foi criar um serviço via XMPP no padrão PubSub, ou seja, O Friendster abre uma conexão com o Flickr e a cada nova foto uma mensagem é enviada do Flickr para o Friendster.

Como se fazer um serviço web usando XMPP?
O que vc precisa fazer é criar um componente de acordo com o padrão XEP-0114 . Felizmente já existem APIs que implementam este protocolo em diferentes linguagens como a Whack API em Java e a gloox em C++ (deve existir para outras linguagens, mas não procurei).

Pelo que entendi do exemplo da Jive, vc vai criar um daemon que vai ficar rodando independente do servidor Jabber e que se conectará ao servidor Jabber, publicando algum tipo de serviço, como o que informa as condições do tempo.

Entre os servidores jabbers mais populares são o openfire (citado pela jive), o ejabberd, e o jabberd (citados no Flickr). Neste site tem um market share dos servidores jabbers, mas acho que não é mto confiável.

Acredito que em breve estaremos testando estes servidores jabber para entender melhor o funcionamento e saber como eles escalam aqui nas equipes de infra, pois provavelmente irão surgir aplicações que se utilizam deste protocolo.

Para o caso da Globo.com, precisamos pensar em como gerar clientes web para xmpp. Existe já uma API em javascript que faz a comunicação com Jabbers. Infelizemente, browsers não implementam o protocolo XMPP e este terá que ser encapsulado em HTTP. A técnica utilizada para isso é o BOSH (Bidirectional-streams Over Synchronous HTTP) da especificação XEP-0124 e com um post explicativo neste site.

Desta forma, as conexões persistentes teriam que ser feitas a um web-server que faria o papel de “proxy” com o servidor jabber???? Não necessariamente, o openfire e o ejabberd implementam bosh e saberiam lidar com “HTTP binding”.

Há também outras intefaces “não web”, por exemplo, que poderíamos utilizar, como a possibilidade de externar a funcionalidade de chat via XMPP, como está sendo feito pelo Facebook.

Antes que este post fique longo demais (já está), vou passar só mais uma referência que é este post interessante que discute pontos levantados na palestra do Flickr: http://redmonk.com/sogrady/2008/07/30/xmpp_rest/

Peço que sinalizem nos comentários caso exista interesse, para que eu possa tentar organizar um workshop para discutir idéias e implementações XMPPs.

Oscon 2008

July 28th, 2008 by ricardoclemente

Tive a oportunidade de participar, juntamente com o Etevaldo, da OSCON neste ano.

Minha idéia agora é organizar as anatoções, fazer posts específicos sobre dois temas e, em seguida, havendo interesse nos posts, organizar alguma apresentação com o pessoal para discutirmos o assunto.

O primeiro tema será sobre “cloud computing”, referenciando duas palestras que assisti, uma da rightscale e outra do nytimes. Ambas mto boas.

O segundo tema será sobre XMPP e como este protoloco está sendo utilizado em aplicações que necessitam de “streaming” de mensagens. Referenciarei as palestras do Flickr e da Jive que assisti.

Outros tutorias e palestras que mereceram destaque na minha opinião:

- Palestra sobre MySQL e memcache, que apesar de nada de muito novo, indicou que a criação de UDF´s do MySQL pode facilitar o uso do memcache. Esta é a forma como o Facebook faz e talvez valesse a pena entender melhor as vantagens.

- Palestra sobre o Dtrace, uma ferramenta muito interessante para debug de aplicação, mas que até o momnento não funciona em Linux, apenas Solaris. A previsão nada oficial é final deste ano.

- Palestra sobre a nova engine do MySQL, Maria, e seu relacionamento com o MyISAM.

- Palestra sobre o Puppet e seu funcionamento para gerencia de configuração

Minha idéia é fazer um só post sobre estas palestras, mas sem aprofundar muito.

Para pegar as apresentações é só acessar a página do evento. Contudo, nem todos os palestrantes colocaram as apresentações no site ainda, mas a do Flickr já está lá “Beyond REST? Building Data Services with XMPP PubSub”

Achei tbm dois posts do cara do Nytimes no seu blog que na verdade correspondem ao que apresentou:
http://open.blogs.nytimes.com/2007/11/01/self-service-prorated-super-computing-fun/
http://open.blogs.nytimes.com/2008/05/21/the-new-york-times-archives-amazon-web-services-timesmachine/
Volto ainda esta semana (espero) com posts mais interessantes.

Firefox entra no guinness!

July 16th, 2008 by magno

Do site da mozilla:

“Graças ao apoio da sempre sensacional comunidade da Mozilla, nós conseguimos estabelecer um Recorde Mundial no Livro dos Recordes Guinness pelo software mais baixado em 24 horas. Em 18 de junho de 2008 8,002,530 de pessoas baixaram o Firefox 3 e estão usando a Internet de maneira mais segura e inteligente.”

Notícia completa, com mapa indicando downloads por país:

http://www.spreadfirefox.com/pt-BR/worldrecord/

Outro link, mostrando até o momento o firefox oficialmente com 19% do market share mundial em browser:

 http://marketshare.hitslink.com/report.aspx?qprid=0

RedHat Summit 2008

July 14th, 2008 by magno

Em junho deste ano, ocorreu o 4.o RedHat Summit 2008. A redhat disponibilizou gratuitamente algumas palestras. São bem interessantes, e uma que me chamou muita atenção foi a palestra do CTO & VT Brian Stevens - RedHat Engineering, sobre os projetos opensources em destaque na redhat, como o gerenciador bastante amigável de nuvens computacionais(cloud computing) oVirt em cima do KVM, presente a algum tempo no kernel, a opção de rodar o fedora 9 inteiramente pelo pendrive - incluindo os arquivos criados pelo usuário - possibilitando literalmente mover seu desktop entre hosts, a integração entre MRG Grid (RHEL) e o projeto OpenSource Condor para alto throughput computacional - com o objetivo de fazer exatamente o que a Amazon faz atualmente com o EC2.

Está é apenas uma das palestras disponibilizadas. Seguem o link:

RedHat Summit: http://www.redhat.com/promo/summit/2008/

Gentoo 2008.0 Released!

July 9th, 2008 by magno

Bem, você já instalou linux algumas vezes na sua vida. Pensa nos bons tempos, onde sabia o lugar de cada configuração do sistema, ou se não é desta época, imagina… como aqueles malucos conseguiam usar um sistema tão cru?! Eu juro, tentei me adaptar aos novos tempos, e sim, já instalei Ubuntu para usar por umas semanas. Resultado, achei uma excelente distro para iniciantes, mas… E se eu quiser um apache dizendo exatamente a CFLAGS para compila-lo e ainda quais módulos e mais, que as dependências deste novo pacote sejam resolvidas automaticamente, independente dos modulos escolhidos? E se eu tenho um problema de instabilidade, por que o firefox foi compilado com um GCC diferente do Xorg? E se eu quiser alterar certas configurações, mas não sei onde ficam pois tudo foi instalado automaticamente… E se eu quiser usar apenas pacotes stable para evitar instabilidades, mas APENAS o firefox eu quero unstable (packages.keywords)?! E se … Eu voltar pro Gentoo?!

Bom, aos que realmente gostam de conhecer a fundo Sistemas Operacionais, não existe sensação melhor que saber a localização de cada componente/configuração do sistema.

A boa notícia, em poucos minutos você tem o sistema rodando em LiveCD, e pode ir instalando em background… Aos que tem a sua distro e espaço particionado sobrando, o processo de instalação é idêntico, use a sua distro, instale em paralelo e… open your mind.

Sim, Gentoo (Se pronuncia “D’jêntu”, mas fique a vontade de pronunciar do jeito que quiser) é uma quebra no paradigma atual. Vem num liveCD muito bem produzido, mas não se engane… Se não seguir o manual de instalação, você NÃO instala! Mas esta é justamente parte da diversão! Outra coisa… Não existe nada mais gratificante que saber… A sua distro é praticamente “from scratch”, o Xorg é compilado para o seu Hardware e o xorg.conf foi feito pelas suas próprias mãos e o uso das ferramentas padrões(xorgcfg). O firefox é mais estável, pois foi compilado para o seu hardware e bibliotecas do seu sistema. Até o OpenOffice se assim o desejar, pode ser compilado sem problemas!E claro, o kernel… É mandatório que o compile.

Na verdade o Gentoo NÃO é uma distribuição. O correto é chama-lo de Meta-Distribuição, pois com os mesmos sources nenhum Gentoo é igual ao outro. Não gosta do kde(-kde -qt3 -qt4), faz parte da comunidade ‘odeio gnome’ (-gnome -gtk)?! Ou simplesmente quer uma distro enxuta, sem X e suas libs(-kde -gnome -X -qt3 -gtk -qt4)? Ou quer kde, gnome e xfce vivendo em harmonia(gtk kde qt3 qt4 gnome)?! As USE Flags do Gentoo fazem isso pra você. Quer uma distro com profile desktop, ou server (make.profile)? Quer a mesma para instalar em 100 servidores de hardware semelhante… Sem problemas, compile em uma maquina, gere os pacotes binários(quickpkg) e instale nas outras(stage4). Pronto, todo o parque de máquinas com o máximo tuning entre hardware x software.Quer uma distro para servidores i686 em geral? Sem problemas. E i486, i586?! Com certeza!

Gentoo possui uma vasta gama de softwares. Esta lista pode ser ainda estendida(layman). Tudo centralizado no banco de dados Portage, coração do Gentoo.

Um dos pilares do Gentoo é sua vasta documentação, se não for a mais completa! E sua comunidade é bem ativa também. E claro, garantia de aprendizado em linux em nível baixo. Apenas um conselho… googleee antes de perguntar. Afinal de contas, é pra isso que existe a farta documentação, então… RTFM!

Gentoo não é xiita, você vai encontrar Skype, suporte a mp3(USE Flags), drivers nvidia/ati, oracle libs, etc. It’s up to you!

Experimente!

Download:  http://www.gentoo.org/main/en/where.xml

Documentação:  http://www.gentoo.org/doc/en/handbook/index.xml

Home:  http://www.gentoo.org

RedHat abre Satellite - SpaceWalk

July 2nd, 2008 by magno

A Red Hat liberou seu sistema de gerenciamento de software: Satellite, sob o nome SpaceWalk - licenciado pela GPLv2.

O SpaceWalk é ideal para um environment misto - CentOS x RHEL x Fedora. Suporta inventários de hardware e software, kickstart, instalação/upgrade, gerenciamento e deploy de arquivos para diversos servidores, espelhamento de repositórios(Multiple Spacewalk Proxies),  monitoração/stop/start/configuração de aplicações entre outras features.

Por possuir a característica de espelhar repositórios(proxy), pode ser usado em diversas farms espalhadas geograficamente.

Possui frontend web, tornando a administração dos recursos extremamente amigável.

Um grande senão temporário é o fato de ser dependente do Oracle, que não é aberto. A rumores que uma versão suportando PostgreSQL está a caminho. É esperar pra ver.

Veja mais no próprio site do projeto: http://spacewalk.redhat.com/

O poder do open source

July 2nd, 2008 by Willian Braga

Ontem comprovei a mim mesmo como um programa open source é extremamente benéfico para o usuário final. Saber disso é uma coisa. Experimentar o poder ‘de facto’, é outra. Vamos ao caso…

Ontem, ao logar normalmente nos protocolos de ‘instant messenger’ que uso através do programa Pidgin (ex-GAIM), tive erro de conexão no protocolo usado pelo ICQ, que é o OSCAR. O erro dizia:

“The client version you are using is too old. Please upgrade at http://pidgin.im/”;

Realmente, meu pidgin era ‘old’. Afinal, uso a 2.2.1 que é que o Ubuntu 7.10 me oferece (e atualiza quando há novas atualizações em relação a 2.2.x) e eu nunca me preocupei em atualizar para a versão 2.4.x. Mas como o repositório oficial do Ubuntu não falou nada e também atualizando-o não deu em nada, resolvi baixar e compilar a versão 2.4.2, a versão recente e fresquinha no site do fabricante.

Baixei, instalei algumas libs-dev necessárias para habilitar algumas funções, feito os três passos normais de install, o famoso “configure; make; make install”. Abri o pidgin e… Mesma coisa. WTF? Eu atualizei a versão do pidgin.

Procurando pela mensagem de erro pelo Google afora, vi tópicos em fórums e também em mailing lists que estavam todos tendo os mesmos erros que eu, apesarem de ter a versão mais recente do produto. E ninguém entendia o porquê de parar de funcionar. Pensando comigo mesmo, lembrei de uma época aonde a AOL (quem comprou a Mirabilis), por duas vezes, sacanearam os usuários de clientes antigos de ICQ. Na primeira vez, em 2002, quem não usava o ICQ 2001 ou superior recebia duas mensagens idênticas de resposta ao falar com os outros usuários de ICQ. Ou seja, se uma pessoa te mandava um “oi”, esse “oi” vinham sempre em duas mensagens, o que te obrigava a clicar duas vezes no usuário. Isso obrigou o ‘upgrade’ forçado que, na época, me frustrava pq a versão 2001 era muito cheio de firulas e era pesado. Ok, fi-lo. Na segunda vez em que sacanearam, já em 2005, qualquer cliente que não tivesse a versão Lite ou Pro do ICQ 5 tomou toco. Simplesmente desconectava os usuários de programas antigos, novamente forçando o upgrade. Enfim, como a AOL adora lançar novas versões e forçar o upgrade, não me espantaria que o mesmo teria ocorrido agora em 1 de julho de 2008. Afinal, marca a metade do ano. Nada mais justo (para eles, claro).

Enfim, voltei a página do Pidgin, tentando buscar informaçõs, e estava fora. Estava tendo erros de ‘time-out’. Não me parecia muita novidade. Afinal, o ICQ é bastante usado ainda em alguns países, além de ser o mesmo protocolo do AIM, algo bem utilizado nos EUA. Logo, nota-se o desespero dos usuários à procura de soluções para o Pidgin. Ainda procurando formas de alterar o protocolo do OSCAR, achei essa url. Ela seria a forma de mudar o pigdgin 2.4.2 para que seja aceito pelos servidores do ICQ. Só alterar a seguinte linha, no source, destacado em negrito:

#define CLIENTINFO_PURPLE_ICQ { \
“Purple/” VERSION, \
0×010b, \
0×0014, 0×0034, \
0×0000, 0×0bb8, \
0×0000043d, \

Fui lá eu de novo no source em minha máquina, rodei um ‘make clean’ para apagar toda a compilação do Pidgin. Editei o arquivo SOURCE_DO_PIDGIN/libpurple/protocols/oscar/oscar.h e alterei a tal linha descrita no site. ‘make’… naveguei entre o source do pigdgin até encotrar o oscar.so.0.0.0, a lib do ICQ/GAIM já recompilada. Copiei em cima do que existia em /usr/local/lib/pidgin, fechei o programa e abri. PRONTO! ICQ voltando a funcionar.

Essa é a magia do Open Source. É o poder de você ver aonde está o problema, resolver o problema e poder voltar a utilizar o programa da forma como você quer, da forma como você precisa, na hora em que você quer e, em alguns casos, independente dos outros. Algumas vezes nos desapontamos quando uma empresa de desenvolvimento de código proprietário nos impede de consertar um problema no programa deles porque não querem que o usuário saiba o código e, por isso, perderiam seus clientes ou perderiam seus segredos. Eu acho isso dificíil. Afinal, eu não deixei de usar o Pidgin por causa disso de um problema que foi ocasionado pela AOL. Eu consegui resolver meu problema e aumentar minha satisfação pelo produto.

All hail to open source development!

Experiência com Opera 9.5 no Linux

June 19th, 2008 by Willian Braga

Alguns dias atrás estive lendo relatos de pessoas que estavam utilizando o Opera 9.5 e dando suas opiniões a respeito. Todas, sem exceção, foram muito positivas. A maioria elogiava a rapidez e leveza do navegador em abrir páginas, sendo extremamente rápido se comparado ao Firefox 2. Como sempre é bom emitir opiniões a respeito de algo realmente conhecendo-o, me fez baixar o Opera 9.5 aqui no Linux.

Fazendo um ‘background’ sobre o navegador, ele entrou bem silenciosamente no mercado, em meados de 96. Eu lembro de ter ouvido falar dele quando estava já na 3.0, mas fiz o primeiro uso na versão 4, por causa do meu primo que utilizava um 486 na época. Entre Internet Explorer, Netscape e Opera, o Opera era mais leve para ele. O Opera prezava pela simplicidade e pelo menor consumo de memória e processamento, enquanto focava em ser um navegador com funcionalidades simples, porém eficientes. Entretanto, usar Opera naquela época era um desafio. Afinal, nem todas as homepages desenhavam bem neste navegador, já que estávamos entrando em quase 70% de aceitação mundial do Internet Explorer na Internet (e crescendo). No meu uso, fiquei bastante desconfortável. Afinal, você não fazia abertura de uma nova janela de navegação, como você fazia no Internet Explorer. Você abria uma janela interna quando fazia um “new window” e você gerenciava essas janelas dentro do Opera. Um sistema de usabilidade ultrapassado na minha opinião, que lembrava-me o estilo nostálgico de navegação do Windows 3.1. Finalmente, o browser era pago. Oras, porque eu pagaria por um software que não redesenha páginas como eu quero?

Bem, o tempo foi passando e conhecemos a guerra dos browsers, que era travada entre o “Mozilla” (incluem aqui Mozilla Suite, Firefox, SeaMonkey e etc) e o Internet Explorer. O Opera sempre foi um coadjunvante nessa guerra. Apesar disso, isso nunca foi intimidador para a Opera Software, que mudou um pouco mais o foco e procurou fazer um browser que fosse 100% compatível com os ‘web-standards’, algo que a Mozilla Foundation passou a também seguir. Uma coisa muito curiosa entre a Mozilla Foundation e a Opera Software, ao meu ver, é que ambos tinham os mesmos desejos: A simplicidade, a compatibilidade e a interoperalibidade (mais tarde a Opera pensou e assumiu também a gratuidade de seu software). As características que marcavam os softwares da Mozilla tinham no Opera e vice-versa. Pelo menos, sei que o Opera foi o primeiro navegador a utilizar abas de navegação (tabbed-browsing), se não me engano, na versão 6. Pelo menos nunca vi críticas de quem inventou o quê entre usuários, colunistas e das empresas. Aliás, isso pouco importava. Na verdade, o que importava era sempre o anseio de acabar com o império do Internet Explorer através do aperfeiçoamento e promovendo entre os site designers o uso correto de ‘web standards’.

Enfim, vamos falar do software atualmente. A começar, o ‘apt-get’ (instalador de pacotes Debian no Ubuntu) não possui o Opera como opção de download. Algo que pode ser frustrante para um usuário comum de linux. Fui então ao site oficial do produto e baixar a última versão (9.5.2042), baixei o install. um “gunzip -c opera-9.50.gcc4-shared-qt3.i386.tar.gz | tar xvf -” já expandia os arquivo sde instalação. “sudo ./install.sh” para instalar… apontou as recomendações de install e config, deixei default. Achei fabuloso que o Opera colocou seu ícone em “Applications / Internet” e também figura em “System / Preferences / Preferred Applications” como um “browser” selecionável para a abertura de links de internet.

Nos testes, realmente o Opera é extramente rápido. O desenho das páginas que são abertas por mim vem imediatamente. Ao meu ver, parece que ao baixar os elementos como a HTML do site, Js, CSS e os sub-elementos contidos no CSS o Opera decide desenhar a página, enquanto ao mesmo tempo está abrindo conexões extras ao servidor de web para baixar os outros conteúdos variáveis (como por exemplo, a foto de destaque de uma home, um banner em flash e etc). Além disso, o Opera procura e usa os plugins instalados no Firefox e adota-os também para uso, evitando de ter que baixar ou configurá-los na máquina. Infelizmente, o Opera não funciona bem com Gnash SWF, uma alternativa open source do plugin do flash. Isso nem é problema, afinal eu tenho em minha máquina a lib do flash da Adobe (9.0.124) em minha máquina e foi apenas questão de reapontar o plugin, algo extremamente fácil através do menu de preferences do navegador. Uma questão bastante elogiada no Opera é a execução de JavaScrips que eles declaram que é 2x mais rápido. Se é verdade ou não, acredito que é um pouco mais rápido mesmo para utilizar algumas funções JS em certas páginas em que pude testar.

Bem, para não dizer que TUDO funcionou perfeitamente, posso dizer que houveram sim alguns problemas de navegação. O principal problema é com o uso do Flash. Não sei exatamente se há um problema com o Opera ou com o plugin da Adobe, mas sei que em alguns raros momentos o ‘redraw’ de um banner em flash, um player de youtube pode sumir durante o scroll de uma página. Rodando o opera via command-line, eu vejo que o Opera fica cortando a excecução do plugin do flash em suas threads, declarando que o mesmo está ‘hanging’. Bem, posso dizer que no Firefox raramente ocorre do plugin do flash falhar. É mais fácil o navegador consumir mais memória do que cortar a execução do flash. Também tive problemas com o uso do plugin do Totem, aonde ele simplesmente não funcionou. Não tive paciência nem desejo de resolver essa questão. Afinal não curto mesmo ‘embeddar’ telas de video no navegador. Também vi que o Opera não funciona no formulário do WordPress. Simplesmente é impossível clicar na área de edição para escrever algo. Tive que redigir este post através do modo “code” do mesmo.

Finalmente, falando de recursos, achei legal o fato de abrir um ‘new tab’ ele abrir o ’speed dial’. O ’speed dial’ é uma página aonde você coloca suas páginas preferidas em thumbnails, aonde você pode clicá-las e acessá-las. Ele também faz o refresh dessas páginas periodicamente, então você pode ver as páginas e clicá-las para entrar. Possui também sistema de “mouse gestures”, que nem aproveitei porque nunca curti essa feature. O navegador também conta com um sistema de torrent internamente. Logo, se você baixar um torrent na internet o Opera estará usando seu sistema built-in para baixar o arquivo. Se isso é bom ou ruim, acho que fica a gosto. Pelo menos eu acredito que é uma boa feature. O navegador conta com “widgets”, que seria como os ‘extensions’ que existem no Firefox. Eu instalei um para ver a previsão do tempo e gostei. A página do Opera possui diversos widgets, mas como eu gosto de um ‘browser’ puro, preferi ficar com o que ele já me oferece. Ele também oferece sistema built-in de analizar erros de script bem completo. Pelo menos senti que fosse algo similar ao “Firebug”. Pelo menos não achei algo que se assemelhasse ao “Live HTTP Headers” built-in. É o recurso que mais uso para minhas investigações no dia a dia. =/

Acredito hoje que Opera tornou-se um navegador muito maduro, fácil e completo. Recomendo o uso dele, apesar de me apertar o coração. Afinal, ainda amo a Mozilla Foundation…

EDIT: Esqueci de informar aos leitores que o Opera foi um dos primeiros navegadores a passar do Acid Test 2, o famoso teste de compatibilidade dos browsers com padrões web de desenho de páginas. Ele fez isso antes mesmo do Firefox 3, que conseguiu essa marca neste ano, enquanto o Opera fazia isto desde 2006. Quanto ao Acid Test 3, o Opera consegue um satisfatório resultado de 83/100, três pontos a frente do Firefox 3. Os resultados da Microsoft com o Internet Explorer com Acid 2 e Acid 3? Praticamente um vexame.

EDIT2: Esqueci também de comentar dois fatos. O primeiro é que o recurso de widgets é poderoso. O que eu gostei de usar é o de weather. O segundo fato é que o Opera é o browser utilizado pelo videogame Nintendo Wii para navegar pela internet.

Blog “interno” com grande visibilidade

June 13th, 2008 by ricardoclemente

Resolvi escrever sobre dois fatos isolados que aconteceram comigo ao pesquisar no google (do brasil) sobre problemas que tinha que resolver:

- O primeiro problema era sobre a comunicação entre processos no unix, pois não estava conseguindo que a comunicação entre unamed pipes ficasse assíncrona. Coloquei no google: ‘unnamed pipe assincrona’ e logo no segundo resultado estava o que queria. Era um post do Luis de webmedia explicando como ele havia resolvido isto.

- O segundo foi sobre um segmentation fault do mod_cache que aconteceu num teste de carga do TR. Coloquei no google ’segmentation fault mod_cache’ e o primeiro post era do Gustavo sobre correções na nova versão do apache.

Resolvi então testar algumas buzz-words.

Façam o teste: ‘relacionamento scrum itil’ ou ‘distance matters scrum’ … e vejam os primeiros resultados.

Além disso, olhem nos comentários, mtos deles na parte de moderação ainda. Mtos possuem feedbacks positivos de pessoas da internet.