Archive for March, 2008

Os 10 mandamentos do Google Design

Saturday, March 22nd, 2008

Jon Wiley, User Experience Designer do Google, relaciona alguns dos mais importantes princípios para o design de interfaces do Google. Em sua apresentação no WritersUA conference, Jon apresentou as seguintes linhas de ação:

1. Useful: focus on people - their lives, their work, their dreams.
2. Fast: every millisecond counts.
3. Simple: simplicity is powerful.
4. Engaging: engage beginners and attract experts.
5. Innovative: dare to be innovative.
6. Universal: design for the world.
7. Profitable: plan for today’s and tomorrow’s business.
8. Beautiful: delight the eye without distracting the mind.
9. Trustworthy: be worthy of people’s trust.
10. Personable: add a human touch.

A terceira guerra dos browsers

Friday, March 14th, 2008

Na informática, não existem competições entre empresas sobre um produto ou serviço. Existem guerras. Guerras porque, muitas vezes, não são competições honestas que ocorrem no mercado. E não há guerra tão bem acompanhada e ressurgida como a guerra dos browsers, aonde ela chega em sua terceira edição. Alguns vão dizer: “Terceira edição?! Pois eu acho que esta é a segunda!” Pois eu acho que não. Vamos recordar cada uma delas:

A primeira guerra dos browsers começou no início da internet, com o Netscape com o Navigator ou a suíte completa chamada Communicator; e a Microsoft vinha com o Internet Explorer com Internet Mail, quase que compulsóriamente aposentado com a entrada do Outlook Express. Todos nós sabemos o resultado do fim dessa guerra: A vitória foi da Microsoft, que já atingiu 95% de utilização deste browser no mundo inteiro. A empresa Netscape, cambaleada, foi comprada pela AOL que apenas sepultou a marca.

O segunda guerra de browsers começou com a ameaça fantasma de ex-desenvolvedores da Netscape, que criaram a Mozilla Foundation e começaram, do zero, a reprogramação do browser Netscape, rebatizado de Mozilla (devido ao nome-código que era dado ao Netscape). Incialmente com o Mozilla Suite, que procurava ser compatível com os padrões definidos pela W3C e outros tipos de padrões, ao invés de inventar padrões e redesenhar páginas ao seu modo, como ocorreu e muito com o Internet Explorer. Eu, que embarquei bem no início dessa nova geração ao utilizar o Mozilla Suite ainda na versão 0.4, era realmente difícil e desprazeroso utilizar a web usando um web-browser que não possuia compatibilidade nenhuma com site algum. Entretanto, com o maior amadurecimento do Gecko (o novo motor de redenrização que a Mozilla Foundation criou para seu browser), os sites passaram a ser melhor redenrizados, passou a ser mais compatível e, progressivamente, os sites passaram ser melhor formulados quanto a interoperabilidade. Ainda assim, o Mozilla Suite era apenas um patinho feio usado apenas por xiitas, masoquistas e/ou entusiastas de Netscape. Quem iria querer um programa que era lento para iniciar, feio para usar e que era apenas ligeiramente rápido para navegar do que o Internet Explorer? Talvez inspirado por esses e outros desejos é que a Mozilla soltou um novo browser com o nome de Firebird, nome que apenas durou quase 1 ano e teve que ser trocado, visto que causava conflito com um sistema de banco de dados. E, assim, nasceu Firefox. Um browser de interface amigável, mais rápido para iniciar, mais rápido e mais seguro. Essa guerra boa parte das pessoas de hoje conhecem e vivenciam. Não é raro mais encontrar alguém que realmente largou o Internet Explorer de suas vidas. O maior movimento para a Microsoft em combater o avanço do Firefox veio no Internet Explorer 7, quase que três anos depois do lançamento do Internet Explorer 6. Tão amigável quanto o Firefox, tão seguro quanto o Firefox e tão rápido quanto ele, que conseguiu aceitação pelo público.

Ok, então aonde está a terceira guerra? A terceira guerra está por vir, com Internet Explorer 8 e com Firefox 3. Ambas produtoras estão interessadas cada vez mais em ser compatíveis com qualquer tipo de site, ambas anseiam um objetivo comum: Ser 100% compatível com padrões web já estabelecidos e passar do famigerado teste do Acid2, hoje triunfo alcançado apenas por alguns navegadores, como o Safari da Apple e o Opera. Mas o que tem o Acid2 a ver Firefox e Internet Explorer? Porque cada vez mais está tendo uma revolução por parte de desenvolvedores de site a adotar desenvolvimento de site através de padrões de web para que qualquer navegador possa utilizá-lo, diferente de fazer algo que só funcione no Internet Explorer. Afinal, a adoção por diferentes navegadores de internet ocorrem, a adoção de outros sistemas operacionais crescem (como o Mac OS e o Linux) e é importante para os desenvolvedores de site procurarem ter seus sites funcionais para qualque um.

A terceira guerra dos browsers, que está ainda para estrear, tem sido bastante interessante, tendo tantos alvoçoros que parece até um pré-início de Big Brother Brasil, com participantes saindo e participantes entrando antes do programa começar. É o que tem sido nessa nova guerra. O que seria exatamente isso? Inicialmente, no lado da Microsoft, existem dois dilemas para ela: Esquecer o presente para um novo futuro ou tentar manter o presente e tentar encaixar o futuro? Do que conheço da Microsoft, ela pratica a segunda opção. Por isso, o novo IE conseguiria redesenhar sites criados para IE6 e IE7 mas também funcionaria no Acid2. Ela achou isso um pouco difícil. Qual foi a solução? Partir para a minha primeira opção, que é esquecer o presenter e pensar no futuro. Ela fez isso quando informou a intenção de criar um sistema de tags que os desenvolvedores precisavam criar em suas páginas para informar algo como “redenrize para Internet Explorer 8″. Assim, quando um usuário de browser de IE8 acessasse essa página, o IE8 automaticamente assumiria uma nova forma de redenrizar páginas, que seria no novo conceito de páginas usando padrões web. Um usuário de versões anteriores não sentiria diferença. A idéia, apesar de ser uma solução bastante interessante, foi altamente criticada por vários meios de notícias, blogs e empresas rivais, como a Google. Afinal, se existem algumas resistencias por parte de desenvolvedores em criar sites que funcione para todos, é criado um novo browser que ainda trabalhe de forma não-padrão, quem pensaria em gastar seu tempo redesenvolvendo tudo pensando em padrões de web? Nenhum.

A Fundação Mozilla, que toca o projeto do Firefox 3, está também alvejando a compatibilidade do Acid2. Apesar de não conseguir hoje passar do teste, é um dos browsers que mais chega-se perto disso se compararmos com o Internet Explorer atualmente. E como a cada versão da engine Gecko tem impressionado cada vez mais os desenvolvedores e usuários, é esperado que este seja um browser que ganhe mais espaço de market sharing, que hoje possui quase 20% de market-share.

Ok, apesar disso tudo, todos se perguntam: Qual a importância disso? O que isso muda no meu cotidiano? Talvez, para o seu não importa no momento. Afinal, muitas pessoas são conformadas em usar o Windows e o Internet Explorer. Entretanto, como cresce cada vez mais o uso da web em diversos tipos de dispositivos e sistemas operacionais, não seria interessante que eles funcionassem perfeitamente neles também? Por exemplo, não seria ótimo se através do iPhone acessar o G1 e visse da mesma forma que você vê no seu computador? Caso utilize um videogame como o Wii, usasse o browser Opera que existe nele e acessar o GloboEsporte, não gostaria que ele aparecesse certinho? Caso compre um MacBook, não acharia fantástico em poder acessar os Vídeos da Globo da mesma forma como você vê no PC? Pois é isso que a terceira guerra dos browsers veio proporcionar, além da antiga competição do market share. Nos próximos anos, teremos sites melhores desenvolvidos que funcionarão em qualquer plataforma, sem medos e sem desapontamentos. Será algo como preza a tecnologia Java, agora para sites: “Write once, run everywhere”.

ATUALIDADES: Hoje, lendo o Slashdot, vi um article aonde um camarada hospeda o arquivo de teste do Acid2 num webserver local e, usando o IE8 num server local, ele falha na redenrização do Acid Test 2. No Blog do time de desenvolvimento do IE8, já se prontificou a respeito e dando uma excelente explicação.

Hulu, site de vídeos para americano ver.

Wednesday, March 12th, 2008

O hulu tenta ser mais um dos concorrente diretos do YouTube e estréia seus serviços hoje dia 12. São mais de 250 séries de TV (algumas completas) a disposição dos usuários, além de filmes. O site de vídeos é uma iniciativa conjunta da NBC Universal e da News Corp. , e deve incorporar a programação do canal de TV Time Warner, da Lions Gate Entertainment e de grupos de esporte, como a Associação Nacional de Basquete e a Liga Nacional de Hóquei. Meu primeiro contato com o site não poderia ser pior, pois nas 3 tentativas de assistir a algum vídeo, o primeiro um filme (Ice Age), o segundo a série Simpsons e o terceiro os 10 melhores lances da NBA, recebo a seguinte mensagem: Unfortunately this video is not currently available in your country or region. Nem perdi meu tempo em ler termos de uso do site e só Deus sabe quando eu voltarei a visitá-lo.

hulu-3.jpg

YouTube com vídeos HD

Wednesday, March 12th, 2008

YouTube começa a testar vídeos em high definition. Abaixo screenshots do vídeo com a opção para “watch this video in higher quality.” Os screenshots são do mesmo frame de vídeo para melhor comparação.

Normal Quality

High Quality


Google Zurich

Wednesday, March 12th, 2008

google_zurich_one-thumb.jpg

CAPTCHA

Wednesday, March 5th, 2008

Do Wikipedia:

“CAPTCHA é um acrônimo para “Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart” (teste de Turing público completamente automatizado para diferenciar entre computadores e humanos) desenvolvido pela universidade do Carnegie-Mellon.”

Ou seja, são estas imagens que utilizamos para evitar robôs nos sites. Li hoje um post sobre isso em um blog que entre outras coisas fala de outras alternativas de CAPTCHAs que estão em pesquisa com este elaborado pela Microsoft que trabalha com diferenciar gatos e cachorros e este da carnegie-mellon que propões a escolha e uma palavra que esteja relacionada as imagens.

Interop Router

Sunday, March 2nd, 2008

Data de Publicação: 26 de fevereiro de 2008

A tendência atual de alto poder de processamento, demonstrada por aplicações científicas e comerciais, gera a necessidade de utilizar supercomputadores para execução destas tarefas de processamento maciço. Uma alternativa aos elevados custos para montagem e manutenção de um supercomputador é a utilização de um cluster, sendo este, um conjunto de dois ou mais computadores que simultaneamente realizam o processamento de uma aplicação.

Todo cluster é baseado em um único tipo de sistema operacional: Windows, Linux ou outro. Isto porque em cada tipo de sistema existe alguma peculiaridade que impede a integração com os outros. Podemos afirmar que cada infra-estrutura tem suas vantagens e desvantagens. Em um cenário mais abrangente poderíamos unir os benefícios de conjuntos de computadores com diferentes sistemas e gerar um Cluster unificado à partir de outros já consolidados com sistemas distintos.

Dentre os diferentes tipos de clusters que se destacam, temos os baseados em Beowulf, uma arquitetura multicomputador idealizada pela NASA em 1994 para processar a grande quantidade de informações da entidade. Estes clusters são bastante populares por basearem-se em softwares livres (como o Linux) e por funcionarem também em máquinas obsoletas. E, lternativamente, o Windows Compute Cluster da Microsoft, lançado em 24 de Abril de 2003 que, pesar das restrições de arquitetura (necessariamente x64), conta com instalação simplificada e uma interface gráfica para seu gerenciamento.

Atualmente encontramos clusters em muitas empresas. Estes equipamentos poderiam ser interligados e aumentar o seu poder de processamento. No meio acadêmico não é diferente: existem diversos pequenos clusters que poderiam ser interligados e assim maximizar a capacidade de recursos disponíveis aos pesquisadores. Mas, muitas vezes essa união é inviabilizada pela falta de integração entre os sistemas operacionais distintos em cada cluster.

Uma linha de pesquisa que está em andamento no Microsoft Innovation Center/Interop da Unicamp, tem como objetivo é criar meios de interoperação entre os diferentes clusters existentes, e prevê a criação de um conjunto de aplicativos que formarão uma camada transparente entre usuários e diversos clusters controlados por um núcleo, aumentando a escalabilidade e poder de distribuição. Atualmente os desenvolvedores trabalham em versões
intermediárias, realizando acréscimos gradativos aos recursos.

Conhecido como Interop Router, o projeto, que está na versão 2.0, já opera com clusters Windows e Linux e está em fase de testes e aprimoramento. Ao final, o projeto terá configuração genérica para suportar mais plataformas além de Windows e Linux e utilizará a Internet como meio de comunicação, aumentando o potencial de integração.

- Página do Projeto: Interop Router

- Página do Laboratório: LMSU

Por Bruno A. Melo, Daniele R. Santos, Henrique Baggio, Raul Kist e Ivo Trivella

Fonte: Dicas-L