Archive for June, 2008

Experiência com Opera 9.5 no Linux

Thursday, June 19th, 2008

Alguns dias atrás estive lendo relatos de pessoas que estavam utilizando o Opera 9.5 e dando suas opiniões a respeito. Todas, sem exceção, foram muito positivas. A maioria elogiava a rapidez e leveza do navegador em abrir páginas, sendo extremamente rápido se comparado ao Firefox 2. Como sempre é bom emitir opiniões a respeito de algo realmente conhecendo-o, me fez baixar o Opera 9.5 aqui no Linux.

Fazendo um ‘background’ sobre o navegador, ele entrou bem silenciosamente no mercado, em meados de 96. Eu lembro de ter ouvido falar dele quando estava já na 3.0, mas fiz o primeiro uso na versão 4, por causa do meu primo que utilizava um 486 na época. Entre Internet Explorer, Netscape e Opera, o Opera era mais leve para ele. O Opera prezava pela simplicidade e pelo menor consumo de memória e processamento, enquanto focava em ser um navegador com funcionalidades simples, porém eficientes. Entretanto, usar Opera naquela época era um desafio. Afinal, nem todas as homepages desenhavam bem neste navegador, já que estávamos entrando em quase 70% de aceitação mundial do Internet Explorer na Internet (e crescendo). No meu uso, fiquei bastante desconfortável. Afinal, você não fazia abertura de uma nova janela de navegação, como você fazia no Internet Explorer. Você abria uma janela interna quando fazia um “new window” e você gerenciava essas janelas dentro do Opera. Um sistema de usabilidade ultrapassado na minha opinião, que lembrava-me o estilo nostálgico de navegação do Windows 3.1. Finalmente, o browser era pago. Oras, porque eu pagaria por um software que não redesenha páginas como eu quero?

Bem, o tempo foi passando e conhecemos a guerra dos browsers, que era travada entre o “Mozilla” (incluem aqui Mozilla Suite, Firefox, SeaMonkey e etc) e o Internet Explorer. O Opera sempre foi um coadjunvante nessa guerra. Apesar disso, isso nunca foi intimidador para a Opera Software, que mudou um pouco mais o foco e procurou fazer um browser que fosse 100% compatível com os ‘web-standards’, algo que a Mozilla Foundation passou a também seguir. Uma coisa muito curiosa entre a Mozilla Foundation e a Opera Software, ao meu ver, é que ambos tinham os mesmos desejos: A simplicidade, a compatibilidade e a interoperalibidade (mais tarde a Opera pensou e assumiu também a gratuidade de seu software). As características que marcavam os softwares da Mozilla tinham no Opera e vice-versa. Pelo menos, sei que o Opera foi o primeiro navegador a utilizar abas de navegação (tabbed-browsing), se não me engano, na versão 6. Pelo menos nunca vi críticas de quem inventou o quê entre usuários, colunistas e das empresas. Aliás, isso pouco importava. Na verdade, o que importava era sempre o anseio de acabar com o império do Internet Explorer através do aperfeiçoamento e promovendo entre os site designers o uso correto de ‘web standards’.

Enfim, vamos falar do software atualmente. A começar, o ‘apt-get’ (instalador de pacotes Debian no Ubuntu) não possui o Opera como opção de download. Algo que pode ser frustrante para um usuário comum de linux. Fui então ao site oficial do produto e baixar a última versão (9.5.2042), baixei o install. um “gunzip -c opera-9.50.gcc4-shared-qt3.i386.tar.gz | tar xvf -” já expandia os arquivo sde instalação. “sudo ./install.sh” para instalar… apontou as recomendações de install e config, deixei default. Achei fabuloso que o Opera colocou seu ícone em “Applications / Internet” e também figura em “System / Preferences / Preferred Applications” como um “browser” selecionável para a abertura de links de internet.

Nos testes, realmente o Opera é extramente rápido. O desenho das páginas que são abertas por mim vem imediatamente. Ao meu ver, parece que ao baixar os elementos como a HTML do site, Js, CSS e os sub-elementos contidos no CSS o Opera decide desenhar a página, enquanto ao mesmo tempo está abrindo conexões extras ao servidor de web para baixar os outros conteúdos variáveis (como por exemplo, a foto de destaque de uma home, um banner em flash e etc). Além disso, o Opera procura e usa os plugins instalados no Firefox e adota-os também para uso, evitando de ter que baixar ou configurá-los na máquina. Infelizmente, o Opera não funciona bem com Gnash SWF, uma alternativa open source do plugin do flash. Isso nem é problema, afinal eu tenho em minha máquina a lib do flash da Adobe (9.0.124) em minha máquina e foi apenas questão de reapontar o plugin, algo extremamente fácil através do menu de preferences do navegador. Uma questão bastante elogiada no Opera é a execução de JavaScrips que eles declaram que é 2x mais rápido. Se é verdade ou não, acredito que é um pouco mais rápido mesmo para utilizar algumas funções JS em certas páginas em que pude testar.

Bem, para não dizer que TUDO funcionou perfeitamente, posso dizer que houveram sim alguns problemas de navegação. O principal problema é com o uso do Flash. Não sei exatamente se há um problema com o Opera ou com o plugin da Adobe, mas sei que em alguns raros momentos o ‘redraw’ de um banner em flash, um player de youtube pode sumir durante o scroll de uma página. Rodando o opera via command-line, eu vejo que o Opera fica cortando a excecução do plugin do flash em suas threads, declarando que o mesmo está ‘hanging’. Bem, posso dizer que no Firefox raramente ocorre do plugin do flash falhar. É mais fácil o navegador consumir mais memória do que cortar a execução do flash. Também tive problemas com o uso do plugin do Totem, aonde ele simplesmente não funcionou. Não tive paciência nem desejo de resolver essa questão. Afinal não curto mesmo ‘embeddar’ telas de video no navegador. Também vi que o Opera não funciona no formulário do WordPress. Simplesmente é impossível clicar na área de edição para escrever algo. Tive que redigir este post através do modo “code” do mesmo.

Finalmente, falando de recursos, achei legal o fato de abrir um ‘new tab’ ele abrir o ’speed dial’. O ’speed dial’ é uma página aonde você coloca suas páginas preferidas em thumbnails, aonde você pode clicá-las e acessá-las. Ele também faz o refresh dessas páginas periodicamente, então você pode ver as páginas e clicá-las para entrar. Possui também sistema de “mouse gestures”, que nem aproveitei porque nunca curti essa feature. O navegador também conta com um sistema de torrent internamente. Logo, se você baixar um torrent na internet o Opera estará usando seu sistema built-in para baixar o arquivo. Se isso é bom ou ruim, acho que fica a gosto. Pelo menos eu acredito que é uma boa feature. O navegador conta com “widgets”, que seria como os ‘extensions’ que existem no Firefox. Eu instalei um para ver a previsão do tempo e gostei. A página do Opera possui diversos widgets, mas como eu gosto de um ‘browser’ puro, preferi ficar com o que ele já me oferece. Ele também oferece sistema built-in de analizar erros de script bem completo. Pelo menos senti que fosse algo similar ao “Firebug”. Pelo menos não achei algo que se assemelhasse ao “Live HTTP Headers” built-in. É o recurso que mais uso para minhas investigações no dia a dia. =/

Acredito hoje que Opera tornou-se um navegador muito maduro, fácil e completo. Recomendo o uso dele, apesar de me apertar o coração. Afinal, ainda amo a Mozilla Foundation…

EDIT: Esqueci de informar aos leitores que o Opera foi um dos primeiros navegadores a passar do Acid Test 2, o famoso teste de compatibilidade dos browsers com padrões web de desenho de páginas. Ele fez isso antes mesmo do Firefox 3, que conseguiu essa marca neste ano, enquanto o Opera fazia isto desde 2006. Quanto ao Acid Test 3, o Opera consegue um satisfatório resultado de 83/100, três pontos a frente do Firefox 3. Os resultados da Microsoft com o Internet Explorer com Acid 2 e Acid 3? Praticamente um vexame.

EDIT2: Esqueci também de comentar dois fatos. O primeiro é que o recurso de widgets é poderoso. O que eu gostei de usar é o de weather. O segundo fato é que o Opera é o browser utilizado pelo videogame Nintendo Wii para navegar pela internet.

Blog “interno” com grande visibilidade

Friday, June 13th, 2008

Resolvi escrever sobre dois fatos isolados que aconteceram comigo ao pesquisar no google (do brasil) sobre problemas que tinha que resolver:

- O primeiro problema era sobre a comunicação entre processos no unix, pois não estava conseguindo que a comunicação entre unamed pipes ficasse assíncrona. Coloquei no google: ‘unnamed pipe assincrona’ e logo no segundo resultado estava o que queria. Era um post do Luis de webmedia explicando como ele havia resolvido isto.

- O segundo foi sobre um segmentation fault do mod_cache que aconteceu num teste de carga do TR. Coloquei no google ’segmentation fault mod_cache’ e o primeiro post era do Gustavo sobre correções na nova versão do apache.

Resolvi então testar algumas buzz-words.

Façam o teste: ‘relacionamento scrum itil’ ou ‘distance matters scrum’ … e vejam os primeiros resultados.

Além disso, olhem nos comentários, mtos deles na parte de moderação ainda. Mtos possuem feedbacks positivos de pessoas da internet.

Wine 1.0 prestes a ser lançado

Friday, June 13th, 2008

Após quinze anos de árduo desenvolvimento, a principal ferramenta para rodar programas feitos para Microsoft Windows no Linux – o Wine – está preparado para a versão 1.0. Alexandre Julliard, líder de desenvolvimento do projeto, fala sobre a nova versão, seus recursos e os motivos por trás da longa espera pela versão 1.0.

Alexandre afirmou ao linux.com que o Wine 1.0 chegará em 20 de junho deste ano, duas semanas após o aniversário de quinze anos do projeto. Apesar de já existirem cerca de 1300 aplicações para plataforma Windows capazes de rodar no Linux utilizando o Wine, apenas quatro delas são consideradas fundamentais para a versão 1.0: Photoshop CS2, PowerPoint Viewer 97 e 2003, Word Viewer 97 e 2003, e Excel Viewer 97 e 2003.

Julliard explica: “Há várias razões [que explicam a demora para chegar nesse estágio]: a API do Windows é enorme, mal documentada e cheia de comportamentos inusitados dos quais as aplicações dependem. Também trata-se de um objeto em constante transformação, dado que a Microsoft constantemente acrescenta novos recursos e pressiona os desenvolvedores a utilizá-los (nem sempre com sucesso). Além disso, descobrir o que aconteceu de errado no suporte a uma aplicação é extremamente difícil, porque não temos acesso ao código-fonte dela.”

Veja o depoimento completo (em inglês) de Alexandre Julliard no linux.com.

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Fonte: Linuxnewmedia.

OpenSolaris é ‘tostines’?

Friday, June 6th, 2008

Faz um tempo que eu não entrava no site da Sun. Principalmente, entrar nas páginas de seus produtos, em especial o Solaris e Open Solaris. Bem antes de trabalhar aqui, sempre achei legal o mundo Linux e em especial o mundo Unix. Afinal, como um sistema operacional dos anos 70 pode ser ainda tão moderno e atual por quase 30 anos? Essa mística sempre foi interessante para mim, ainda mais quando obtive meus primeiros acessos a servidores Unix como ter a conta na SDF, o primeiro e talvez o único site do mundo que oferece um “free-shell account”; e também de ter utilizado alguns servidores Sun em outros lugares que trabalhei.

Bem, ao entrar na página do OpenSolaris, vejo um destaque escrito “OpenSolaris: What Ubuntu wants to be when it grows up”. A matéria comentava do mais recente release do OpenSolaris, o 2008-05 (geralmente os releases são versionados por ano e mês) e um extenso artigo informando as novidades do Open Solaris como um LiveCD, Gnome 2.22, Firefox 2.0.0.14 e tudo mais. Engraçado, tudo isso o Ubuntu tem, não sei aonde está a correria do projeto Ubuntu em assimilar-se ao OpenSolaris, ou ao Unix em si.

Bem, surpresa para mim o chamativo da matéria dizer que Ubuntu quer ser um dia um… Solaris. Ainda mais quando o artigo começa com “What would Ubuntu be like if it were an OS for grown-ups? (…)”. Eu fiquei ponderando pelo assunto e, se o Ubuntu é comparado a um S.O para ‘teenagers’, porque ele é bem usado em várias empresas e também a escolha preferida de usuários frente ao ‘desconhecido’ Open Solaris? Eu também me perguntei o que seria exatamente um sistema operacional de ‘adulto’. Afinal, de todos os destaques oferecidos pelo Open solaris, não vi nada além do que o Ubuntu já fez por seus usuários. Ainda assim, existe uma redução no uso de sistemas operacionais Sun Solaris frente ao Windows Server e Linux em geral. O que eu senti, na verdade, é que o Open Solaris está mais é seguindo o mesmo caminho que Ubuntu, como uma forma de recuperar mercado que ela orgulhava de estar a frente junto a grandes concorrentes como HP-UX, IBM Irix, SCO Unix e outros.

Realmente, concordo que o nome “Unix” é sinônimo de estabilidade e escalabilidade, mas hoje o Linux é tão estável e escalável quanto o Solaris. Talvez, os grandes destaques do OpenSolaris, que é a performance e o ZFS sejam tecnologias que podem fazer frente. Como não os conheço bem, então limito-me a comentar, mantendo a minha neutralidade no assunto.

Finalmente, esse artigo seria muito interessante se fosse escrito em meados de 1996, época em que Linux tentava ser um sistema operacional Unix gratuito e open source. Hoje, creio que a filosofia inicial foi atingida e hoje há aprimoramentos no próprio linux para ser melhor do que ele é hoje, mas longe de querer ser um System V ou um BSD. Acho que hoje o Linux quer manter sua identidade, mantendo sua gratuitade e liberdade de desenvolvimento e compatibilidade com as especificações Unix. Isso torna o Linux forte e o OpenSolaris…. correndo atrás do sucesso.

Por isso, acho que o OpenSolaris está sendo igual a antiga propaganda do biscoito tostines. “É fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho?” Acho que cabe a Sun descobrir se realmente quer parecer um sistema grown up ou quer ser um sistema operacional de teenager, deixando de usar “Táticas Microsoft” contra concorrentes.

UPDATE: Para não dizer que falei algo sem testar, eu baixei o ISO e queimei um CD. Bootei o CD no meu computador e dá um erro de TIME OUT para tentar conectar ao meu HD SATA 2 e o Live CD nao funciona (nem no modo texto e nem desativando o HD pela BIOS). Engraçado que no Ubuntu isso funciona tranquilamente. Problema de placa mãe? Eu já instalei o Ubuntu 7.10 (versão 64 bits), Windows XP e Windows Vista (64 Bits) neste computador! Detalhe que é apenas uma Abit AN9-32X, lançado em meados de Maio de 2006.