Archive for the ‘linux’ Category

RedHat Summit 2008

Monday, July 14th, 2008

Em junho deste ano, ocorreu o 4.o RedHat Summit 2008. A redhat disponibilizou gratuitamente algumas palestras. São bem interessantes, e uma que me chamou muita atenção foi a palestra do CTO & VT Brian Stevens - RedHat Engineering, sobre os projetos opensources em destaque na redhat, como o gerenciador bastante amigável de nuvens computacionais(cloud computing) oVirt em cima do KVM, presente a algum tempo no kernel, a opção de rodar o fedora 9 inteiramente pelo pendrive - incluindo os arquivos criados pelo usuário - possibilitando literalmente mover seu desktop entre hosts, a integração entre MRG Grid (RHEL) e o projeto OpenSource Condor para alto throughput computacional - com o objetivo de fazer exatamente o que a Amazon faz atualmente com o EC2.

Está é apenas uma das palestras disponibilizadas. Seguem o link:

RedHat Summit: http://www.redhat.com/promo/summit/2008/

Gentoo 2008.0 Released!

Wednesday, July 9th, 2008

Bem, você já instalou linux algumas vezes na sua vida. Pensa nos bons tempos, onde sabia o lugar de cada configuração do sistema, ou se não é desta época, imagina… como aqueles malucos conseguiam usar um sistema tão cru?! Eu juro, tentei me adaptar aos novos tempos, e sim, já instalei Ubuntu para usar por umas semanas. Resultado, achei uma excelente distro para iniciantes, mas… E se eu quiser um apache dizendo exatamente a CFLAGS para compila-lo e ainda quais módulos e mais, que as dependências deste novo pacote sejam resolvidas automaticamente, independente dos modulos escolhidos? E se eu tenho um problema de instabilidade, por que o firefox foi compilado com um GCC diferente do Xorg? E se eu quiser alterar certas configurações, mas não sei onde ficam pois tudo foi instalado automaticamente… E se eu quiser usar apenas pacotes stable para evitar instabilidades, mas APENAS o firefox eu quero unstable (packages.keywords)?! E se … Eu voltar pro Gentoo?!

Bom, aos que realmente gostam de conhecer a fundo Sistemas Operacionais, não existe sensação melhor que saber a localização de cada componente/configuração do sistema.

A boa notícia, em poucos minutos você tem o sistema rodando em LiveCD, e pode ir instalando em background… Aos que tem a sua distro e espaço particionado sobrando, o processo de instalação é idêntico, use a sua distro, instale em paralelo e… open your mind.

Sim, Gentoo (Se pronuncia “D’jêntu”, mas fique a vontade de pronunciar do jeito que quiser) é uma quebra no paradigma atual. Vem num liveCD muito bem produzido, mas não se engane… Se não seguir o manual de instalação, você NÃO instala! Mas esta é justamente parte da diversão! Outra coisa… Não existe nada mais gratificante que saber… A sua distro é praticamente “from scratch”, o Xorg é compilado para o seu Hardware e o xorg.conf foi feito pelas suas próprias mãos e o uso das ferramentas padrões(xorgcfg). O firefox é mais estável, pois foi compilado para o seu hardware e bibliotecas do seu sistema. Até o OpenOffice se assim o desejar, pode ser compilado sem problemas!E claro, o kernel… É mandatório que o compile.

Na verdade o Gentoo NÃO é uma distribuição. O correto é chama-lo de Meta-Distribuição, pois com os mesmos sources nenhum Gentoo é igual ao outro. Não gosta do kde(-kde -qt3 -qt4), faz parte da comunidade ‘odeio gnome’ (-gnome -gtk)?! Ou simplesmente quer uma distro enxuta, sem X e suas libs(-kde -gnome -X -qt3 -gtk -qt4)? Ou quer kde, gnome e xfce vivendo em harmonia(gtk kde qt3 qt4 gnome)?! As USE Flags do Gentoo fazem isso pra você. Quer uma distro com profile desktop, ou server (make.profile)? Quer a mesma para instalar em 100 servidores de hardware semelhante… Sem problemas, compile em uma maquina, gere os pacotes binários(quickpkg) e instale nas outras(stage4). Pronto, todo o parque de máquinas com o máximo tuning entre hardware x software.Quer uma distro para servidores i686 em geral? Sem problemas. E i486, i586?! Com certeza!

Gentoo possui uma vasta gama de softwares. Esta lista pode ser ainda estendida(layman). Tudo centralizado no banco de dados Portage, coração do Gentoo.

Um dos pilares do Gentoo é sua vasta documentação, se não for a mais completa! E sua comunidade é bem ativa também. E claro, garantia de aprendizado em linux em nível baixo. Apenas um conselho… googleee antes de perguntar. Afinal de contas, é pra isso que existe a farta documentação, então… RTFM!

Gentoo não é xiita, você vai encontrar Skype, suporte a mp3(USE Flags), drivers nvidia/ati, oracle libs, etc. It’s up to you!

Experimente!

Download:  http://www.gentoo.org/main/en/where.xml

Documentação:  http://www.gentoo.org/doc/en/handbook/index.xml

Home:  http://www.gentoo.org

RedHat abre Satellite - SpaceWalk

Wednesday, July 2nd, 2008

A Red Hat liberou seu sistema de gerenciamento de software: Satellite, sob o nome SpaceWalk - licenciado pela GPLv2.

O SpaceWalk é ideal para um environment misto - CentOS x RHEL x Fedora. Suporta inventários de hardware e software, kickstart, instalação/upgrade, gerenciamento e deploy de arquivos para diversos servidores, espelhamento de repositórios(Multiple Spacewalk Proxies),  monitoração/stop/start/configuração de aplicações entre outras features.

Por possuir a característica de espelhar repositórios(proxy), pode ser usado em diversas farms espalhadas geograficamente.

Possui frontend web, tornando a administração dos recursos extremamente amigável.

Um grande senão temporário é o fato de ser dependente do Oracle, que não é aberto. A rumores que uma versão suportando PostgreSQL está a caminho. É esperar pra ver.

Veja mais no próprio site do projeto: http://spacewalk.redhat.com/

O poder do open source

Wednesday, July 2nd, 2008

Ontem comprovei a mim mesmo como um programa open source é extremamente benéfico para o usuário final. Saber disso é uma coisa. Experimentar o poder ‘de facto’, é outra. Vamos ao caso…

Ontem, ao logar normalmente nos protocolos de ‘instant messenger’ que uso através do programa Pidgin (ex-GAIM), tive erro de conexão no protocolo usado pelo ICQ, que é o OSCAR. O erro dizia:

“The client version you are using is too old. Please upgrade at http://pidgin.im/”;

Realmente, meu pidgin era ‘old’. Afinal, uso a 2.2.1 que é que o Ubuntu 7.10 me oferece (e atualiza quando há novas atualizações em relação a 2.2.x) e eu nunca me preocupei em atualizar para a versão 2.4.x. Mas como o repositório oficial do Ubuntu não falou nada e também atualizando-o não deu em nada, resolvi baixar e compilar a versão 2.4.2, a versão recente e fresquinha no site do fabricante.

Baixei, instalei algumas libs-dev necessárias para habilitar algumas funções, feito os três passos normais de install, o famoso “configure; make; make install”. Abri o pidgin e… Mesma coisa. WTF? Eu atualizei a versão do pidgin.

Procurando pela mensagem de erro pelo Google afora, vi tópicos em fórums e também em mailing lists que estavam todos tendo os mesmos erros que eu, apesarem de ter a versão mais recente do produto. E ninguém entendia o porquê de parar de funcionar. Pensando comigo mesmo, lembrei de uma época aonde a AOL (quem comprou a Mirabilis), por duas vezes, sacanearam os usuários de clientes antigos de ICQ. Na primeira vez, em 2002, quem não usava o ICQ 2001 ou superior recebia duas mensagens idênticas de resposta ao falar com os outros usuários de ICQ. Ou seja, se uma pessoa te mandava um “oi”, esse “oi” vinham sempre em duas mensagens, o que te obrigava a clicar duas vezes no usuário. Isso obrigou o ‘upgrade’ forçado que, na época, me frustrava pq a versão 2001 era muito cheio de firulas e era pesado. Ok, fi-lo. Na segunda vez em que sacanearam, já em 2005, qualquer cliente que não tivesse a versão Lite ou Pro do ICQ 5 tomou toco. Simplesmente desconectava os usuários de programas antigos, novamente forçando o upgrade. Enfim, como a AOL adora lançar novas versões e forçar o upgrade, não me espantaria que o mesmo teria ocorrido agora em 1 de julho de 2008. Afinal, marca a metade do ano. Nada mais justo (para eles, claro).

Enfim, voltei a página do Pidgin, tentando buscar informaçõs, e estava fora. Estava tendo erros de ‘time-out’. Não me parecia muita novidade. Afinal, o ICQ é bastante usado ainda em alguns países, além de ser o mesmo protocolo do AIM, algo bem utilizado nos EUA. Logo, nota-se o desespero dos usuários à procura de soluções para o Pidgin. Ainda procurando formas de alterar o protocolo do OSCAR, achei essa url. Ela seria a forma de mudar o pigdgin 2.4.2 para que seja aceito pelos servidores do ICQ. Só alterar a seguinte linha, no source, destacado em negrito:

#define CLIENTINFO_PURPLE_ICQ { \
“Purple/” VERSION, \
0×010b, \
0×0014, 0×0034, \
0×0000, 0×0bb8, \
0×0000043d, \

Fui lá eu de novo no source em minha máquina, rodei um ‘make clean’ para apagar toda a compilação do Pidgin. Editei o arquivo SOURCE_DO_PIDGIN/libpurple/protocols/oscar/oscar.h e alterei a tal linha descrita no site. ‘make’… naveguei entre o source do pigdgin até encotrar o oscar.so.0.0.0, a lib do ICQ/GAIM já recompilada. Copiei em cima do que existia em /usr/local/lib/pidgin, fechei o programa e abri. PRONTO! ICQ voltando a funcionar.

Essa é a magia do Open Source. É o poder de você ver aonde está o problema, resolver o problema e poder voltar a utilizar o programa da forma como você quer, da forma como você precisa, na hora em que você quer e, em alguns casos, independente dos outros. Algumas vezes nos desapontamos quando uma empresa de desenvolvimento de código proprietário nos impede de consertar um problema no programa deles porque não querem que o usuário saiba o código e, por isso, perderiam seus clientes ou perderiam seus segredos. Eu acho isso dificíil. Afinal, eu não deixei de usar o Pidgin por causa disso de um problema que foi ocasionado pela AOL. Eu consegui resolver meu problema e aumentar minha satisfação pelo produto.

All hail to open source development!

Experiência com Opera 9.5 no Linux

Thursday, June 19th, 2008

Alguns dias atrás estive lendo relatos de pessoas que estavam utilizando o Opera 9.5 e dando suas opiniões a respeito. Todas, sem exceção, foram muito positivas. A maioria elogiava a rapidez e leveza do navegador em abrir páginas, sendo extremamente rápido se comparado ao Firefox 2. Como sempre é bom emitir opiniões a respeito de algo realmente conhecendo-o, me fez baixar o Opera 9.5 aqui no Linux.

Fazendo um ‘background’ sobre o navegador, ele entrou bem silenciosamente no mercado, em meados de 96. Eu lembro de ter ouvido falar dele quando estava já na 3.0, mas fiz o primeiro uso na versão 4, por causa do meu primo que utilizava um 486 na época. Entre Internet Explorer, Netscape e Opera, o Opera era mais leve para ele. O Opera prezava pela simplicidade e pelo menor consumo de memória e processamento, enquanto focava em ser um navegador com funcionalidades simples, porém eficientes. Entretanto, usar Opera naquela época era um desafio. Afinal, nem todas as homepages desenhavam bem neste navegador, já que estávamos entrando em quase 70% de aceitação mundial do Internet Explorer na Internet (e crescendo). No meu uso, fiquei bastante desconfortável. Afinal, você não fazia abertura de uma nova janela de navegação, como você fazia no Internet Explorer. Você abria uma janela interna quando fazia um “new window” e você gerenciava essas janelas dentro do Opera. Um sistema de usabilidade ultrapassado na minha opinião, que lembrava-me o estilo nostálgico de navegação do Windows 3.1. Finalmente, o browser era pago. Oras, porque eu pagaria por um software que não redesenha páginas como eu quero?

Bem, o tempo foi passando e conhecemos a guerra dos browsers, que era travada entre o “Mozilla” (incluem aqui Mozilla Suite, Firefox, SeaMonkey e etc) e o Internet Explorer. O Opera sempre foi um coadjunvante nessa guerra. Apesar disso, isso nunca foi intimidador para a Opera Software, que mudou um pouco mais o foco e procurou fazer um browser que fosse 100% compatível com os ‘web-standards’, algo que a Mozilla Foundation passou a também seguir. Uma coisa muito curiosa entre a Mozilla Foundation e a Opera Software, ao meu ver, é que ambos tinham os mesmos desejos: A simplicidade, a compatibilidade e a interoperalibidade (mais tarde a Opera pensou e assumiu também a gratuidade de seu software). As características que marcavam os softwares da Mozilla tinham no Opera e vice-versa. Pelo menos, sei que o Opera foi o primeiro navegador a utilizar abas de navegação (tabbed-browsing), se não me engano, na versão 6. Pelo menos nunca vi críticas de quem inventou o quê entre usuários, colunistas e das empresas. Aliás, isso pouco importava. Na verdade, o que importava era sempre o anseio de acabar com o império do Internet Explorer através do aperfeiçoamento e promovendo entre os site designers o uso correto de ‘web standards’.

Enfim, vamos falar do software atualmente. A começar, o ‘apt-get’ (instalador de pacotes Debian no Ubuntu) não possui o Opera como opção de download. Algo que pode ser frustrante para um usuário comum de linux. Fui então ao site oficial do produto e baixar a última versão (9.5.2042), baixei o install. um “gunzip -c opera-9.50.gcc4-shared-qt3.i386.tar.gz | tar xvf -” já expandia os arquivo sde instalação. “sudo ./install.sh” para instalar… apontou as recomendações de install e config, deixei default. Achei fabuloso que o Opera colocou seu ícone em “Applications / Internet” e também figura em “System / Preferences / Preferred Applications” como um “browser” selecionável para a abertura de links de internet.

Nos testes, realmente o Opera é extramente rápido. O desenho das páginas que são abertas por mim vem imediatamente. Ao meu ver, parece que ao baixar os elementos como a HTML do site, Js, CSS e os sub-elementos contidos no CSS o Opera decide desenhar a página, enquanto ao mesmo tempo está abrindo conexões extras ao servidor de web para baixar os outros conteúdos variáveis (como por exemplo, a foto de destaque de uma home, um banner em flash e etc). Além disso, o Opera procura e usa os plugins instalados no Firefox e adota-os também para uso, evitando de ter que baixar ou configurá-los na máquina. Infelizmente, o Opera não funciona bem com Gnash SWF, uma alternativa open source do plugin do flash. Isso nem é problema, afinal eu tenho em minha máquina a lib do flash da Adobe (9.0.124) em minha máquina e foi apenas questão de reapontar o plugin, algo extremamente fácil através do menu de preferences do navegador. Uma questão bastante elogiada no Opera é a execução de JavaScrips que eles declaram que é 2x mais rápido. Se é verdade ou não, acredito que é um pouco mais rápido mesmo para utilizar algumas funções JS em certas páginas em que pude testar.

Bem, para não dizer que TUDO funcionou perfeitamente, posso dizer que houveram sim alguns problemas de navegação. O principal problema é com o uso do Flash. Não sei exatamente se há um problema com o Opera ou com o plugin da Adobe, mas sei que em alguns raros momentos o ‘redraw’ de um banner em flash, um player de youtube pode sumir durante o scroll de uma página. Rodando o opera via command-line, eu vejo que o Opera fica cortando a excecução do plugin do flash em suas threads, declarando que o mesmo está ‘hanging’. Bem, posso dizer que no Firefox raramente ocorre do plugin do flash falhar. É mais fácil o navegador consumir mais memória do que cortar a execução do flash. Também tive problemas com o uso do plugin do Totem, aonde ele simplesmente não funcionou. Não tive paciência nem desejo de resolver essa questão. Afinal não curto mesmo ‘embeddar’ telas de video no navegador. Também vi que o Opera não funciona no formulário do WordPress. Simplesmente é impossível clicar na área de edição para escrever algo. Tive que redigir este post através do modo “code” do mesmo.

Finalmente, falando de recursos, achei legal o fato de abrir um ‘new tab’ ele abrir o ’speed dial’. O ’speed dial’ é uma página aonde você coloca suas páginas preferidas em thumbnails, aonde você pode clicá-las e acessá-las. Ele também faz o refresh dessas páginas periodicamente, então você pode ver as páginas e clicá-las para entrar. Possui também sistema de “mouse gestures”, que nem aproveitei porque nunca curti essa feature. O navegador também conta com um sistema de torrent internamente. Logo, se você baixar um torrent na internet o Opera estará usando seu sistema built-in para baixar o arquivo. Se isso é bom ou ruim, acho que fica a gosto. Pelo menos eu acredito que é uma boa feature. O navegador conta com “widgets”, que seria como os ‘extensions’ que existem no Firefox. Eu instalei um para ver a previsão do tempo e gostei. A página do Opera possui diversos widgets, mas como eu gosto de um ‘browser’ puro, preferi ficar com o que ele já me oferece. Ele também oferece sistema built-in de analizar erros de script bem completo. Pelo menos senti que fosse algo similar ao “Firebug”. Pelo menos não achei algo que se assemelhasse ao “Live HTTP Headers” built-in. É o recurso que mais uso para minhas investigações no dia a dia. =/

Acredito hoje que Opera tornou-se um navegador muito maduro, fácil e completo. Recomendo o uso dele, apesar de me apertar o coração. Afinal, ainda amo a Mozilla Foundation…

EDIT: Esqueci de informar aos leitores que o Opera foi um dos primeiros navegadores a passar do Acid Test 2, o famoso teste de compatibilidade dos browsers com padrões web de desenho de páginas. Ele fez isso antes mesmo do Firefox 3, que conseguiu essa marca neste ano, enquanto o Opera fazia isto desde 2006. Quanto ao Acid Test 3, o Opera consegue um satisfatório resultado de 83/100, três pontos a frente do Firefox 3. Os resultados da Microsoft com o Internet Explorer com Acid 2 e Acid 3? Praticamente um vexame.

EDIT2: Esqueci também de comentar dois fatos. O primeiro é que o recurso de widgets é poderoso. O que eu gostei de usar é o de weather. O segundo fato é que o Opera é o browser utilizado pelo videogame Nintendo Wii para navegar pela internet.

Wine 1.0 prestes a ser lançado

Friday, June 13th, 2008

Após quinze anos de árduo desenvolvimento, a principal ferramenta para rodar programas feitos para Microsoft Windows no Linux – o Wine – está preparado para a versão 1.0. Alexandre Julliard, líder de desenvolvimento do projeto, fala sobre a nova versão, seus recursos e os motivos por trás da longa espera pela versão 1.0.

Alexandre afirmou ao linux.com que o Wine 1.0 chegará em 20 de junho deste ano, duas semanas após o aniversário de quinze anos do projeto. Apesar de já existirem cerca de 1300 aplicações para plataforma Windows capazes de rodar no Linux utilizando o Wine, apenas quatro delas são consideradas fundamentais para a versão 1.0: Photoshop CS2, PowerPoint Viewer 97 e 2003, Word Viewer 97 e 2003, e Excel Viewer 97 e 2003.

Julliard explica: “Há várias razões [que explicam a demora para chegar nesse estágio]: a API do Windows é enorme, mal documentada e cheia de comportamentos inusitados dos quais as aplicações dependem. Também trata-se de um objeto em constante transformação, dado que a Microsoft constantemente acrescenta novos recursos e pressiona os desenvolvedores a utilizá-los (nem sempre com sucesso). Além disso, descobrir o que aconteceu de errado no suporte a uma aplicação é extremamente difícil, porque não temos acesso ao código-fonte dela.”

Veja o depoimento completo (em inglês) de Alexandre Julliard no linux.com.

—-

Fonte: Linuxnewmedia.

OpenSolaris é ‘tostines’?

Friday, June 6th, 2008

Faz um tempo que eu não entrava no site da Sun. Principalmente, entrar nas páginas de seus produtos, em especial o Solaris e Open Solaris. Bem antes de trabalhar aqui, sempre achei legal o mundo Linux e em especial o mundo Unix. Afinal, como um sistema operacional dos anos 70 pode ser ainda tão moderno e atual por quase 30 anos? Essa mística sempre foi interessante para mim, ainda mais quando obtive meus primeiros acessos a servidores Unix como ter a conta na SDF, o primeiro e talvez o único site do mundo que oferece um “free-shell account”; e também de ter utilizado alguns servidores Sun em outros lugares que trabalhei.

Bem, ao entrar na página do OpenSolaris, vejo um destaque escrito “OpenSolaris: What Ubuntu wants to be when it grows up”. A matéria comentava do mais recente release do OpenSolaris, o 2008-05 (geralmente os releases são versionados por ano e mês) e um extenso artigo informando as novidades do Open Solaris como um LiveCD, Gnome 2.22, Firefox 2.0.0.14 e tudo mais. Engraçado, tudo isso o Ubuntu tem, não sei aonde está a correria do projeto Ubuntu em assimilar-se ao OpenSolaris, ou ao Unix em si.

Bem, surpresa para mim o chamativo da matéria dizer que Ubuntu quer ser um dia um… Solaris. Ainda mais quando o artigo começa com “What would Ubuntu be like if it were an OS for grown-ups? (…)”. Eu fiquei ponderando pelo assunto e, se o Ubuntu é comparado a um S.O para ‘teenagers’, porque ele é bem usado em várias empresas e também a escolha preferida de usuários frente ao ‘desconhecido’ Open Solaris? Eu também me perguntei o que seria exatamente um sistema operacional de ‘adulto’. Afinal, de todos os destaques oferecidos pelo Open solaris, não vi nada além do que o Ubuntu já fez por seus usuários. Ainda assim, existe uma redução no uso de sistemas operacionais Sun Solaris frente ao Windows Server e Linux em geral. O que eu senti, na verdade, é que o Open Solaris está mais é seguindo o mesmo caminho que Ubuntu, como uma forma de recuperar mercado que ela orgulhava de estar a frente junto a grandes concorrentes como HP-UX, IBM Irix, SCO Unix e outros.

Realmente, concordo que o nome “Unix” é sinônimo de estabilidade e escalabilidade, mas hoje o Linux é tão estável e escalável quanto o Solaris. Talvez, os grandes destaques do OpenSolaris, que é a performance e o ZFS sejam tecnologias que podem fazer frente. Como não os conheço bem, então limito-me a comentar, mantendo a minha neutralidade no assunto.

Finalmente, esse artigo seria muito interessante se fosse escrito em meados de 1996, época em que Linux tentava ser um sistema operacional Unix gratuito e open source. Hoje, creio que a filosofia inicial foi atingida e hoje há aprimoramentos no próprio linux para ser melhor do que ele é hoje, mas longe de querer ser um System V ou um BSD. Acho que hoje o Linux quer manter sua identidade, mantendo sua gratuitade e liberdade de desenvolvimento e compatibilidade com as especificações Unix. Isso torna o Linux forte e o OpenSolaris…. correndo atrás do sucesso.

Por isso, acho que o OpenSolaris está sendo igual a antiga propaganda do biscoito tostines. “É fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho?” Acho que cabe a Sun descobrir se realmente quer parecer um sistema grown up ou quer ser um sistema operacional de teenager, deixando de usar “Táticas Microsoft” contra concorrentes.

UPDATE: Para não dizer que falei algo sem testar, eu baixei o ISO e queimei um CD. Bootei o CD no meu computador e dá um erro de TIME OUT para tentar conectar ao meu HD SATA 2 e o Live CD nao funciona (nem no modo texto e nem desativando o HD pela BIOS). Engraçado que no Ubuntu isso funciona tranquilamente. Problema de placa mãe? Eu já instalei o Ubuntu 7.10 (versão 64 bits), Windows XP e Windows Vista (64 Bits) neste computador! Detalhe que é apenas uma Abit AN9-32X, lançado em meados de Maio de 2006.

The Perfect Desktop - Ubuntu 8.04 LTS (Hardy Heron)

Wednesday, April 30th, 2008

Otimizando seu Ubuntu Desktop…

http://www.howtoforge.com/the-perfect-desktop-ubuntu-8.04-lts-hardy-heron

Android promete

Friday, February 29th, 2008

A aliança para desenvolvimento de uma plataforma de Handset aberta - Android - coordenada pelo Google promete. Neste vídeo podemos ver como o desenvolvimento desta nova framework anda a passos largos, suportando em sua versão para chips com processadores 3D tecnologias como OpenGL onde vemos uma demonstração do game DOOM, Touch Screen interagindo com os aplicativos google como girar o globo no google earth com um toque dos dedos, suporte a 3G, etc. Ele também suporta chips com processamento 2D, apresentando google maps, games 2D, etc

Diferente da filosofia do IPhone que tenta impedir download de software de terceiros não homologados pela mesma, o Android é uma plataforma aberta baseada em Linux, já possui mais de 30 empresas de grande porte afiliadas, e dispõe de U$ 10 milhoes em caixa para patrocinar desenvolvedores de aplicações interessantes para a plataforma. Para quem já estiver interessado nesta grana, basta entrar na home page do projeto, baixar o SDK da plataforma e colocar mãos a massa.

Fonte:

http://code.google.com/android/index.html

‘workaround’ para o Evolution - Atualizado

Monday, February 25th, 2008

Evolution é quase perfeito. Sim, quase perfeito. Eu digo isso porque nada mais irritante é você ver a seguinte mensagem aparecendo, ao abrir um e-mail ou uma folder:

“Lost connection to Evolution Exchange backend process ”

Para resolver isso, geralmente quando ‘killamos’ todos os processos do Evolution e abrindo-o novamente resolve. Entretanto, em raros casos o Evolution não funciona.

Procurando por soluções, achei uma bem interessante que ‘resolve’ o problema.

1- Abre o shell

2- Encerre todos os processos do evolution

$ evolution –force-shutdown
Shutting down evolution-data-server-1.12 (Evolution Calendar file and webcal backend / Evolution Addressbook file backend)
Shutting down evolution-alarm-notify (Evolution Calendar alarm notification service)

3- killa todos os processos do evolution (caso você ainda veja um processo rodando)

pgrep evolution | xargs kill -9

4- entre em .evolution/mail/exchange (ou seja, vc precisa estar no seu homedir)

5- Apague todos os arquivos locais do Exchange. Vamos apagar todos os ‘fetchs’ de e-mail do exchange. Não é um problema, porque são informações gravadas localmente apenas para ‘cache’.

$ rm -rf *

6- Repita o mesmo processo de apagar os arquivos também na pasta para .evolution/exchange

7- Abra o evolution.

Quando abrir o evolution, ele vai refazer os fetchs de e-mail. Pode levar um bom tempo até que ele termine isso. Para evitar que o ‘fetch’ demore, mova e-mails antigos para a pasta local. Isso é bom porque você vai ganhar espaço na sua mailbox também.

Uma dica legal enviada é fazer tudo isso num comando simples. Segue abaixo esse comando:

$ evolution –force-shutdown && rm -rf ~/.evolution/mail/exchange/*

Aliás, quem quiser um script para isso, segue o meu “fix_evolution.sh”

#!/bin/sh
cd $HOME
evolution –force-shutdown
echo “fixing evolution problem”
rm -rf .evolution/mail/exchange
rm -rf .evolution/exchange
echo “All done! You may start Evolution again”