Archive for the ‘unix’ Category

Apache cresce ainda mais no mercado de servidores

Monday, September 1st, 2008

As estatísticas de servidores web liberadas mensalmente pela Netcraft mostram que o servidor livre Apache opera, agora, 1,2 milhões de sites a mais que há um mês.
Isso significa que o servidor web de código aberto está por trás de 176.748.506 dos websites pesquisados, quase metade de toda a amostra. Em segundo lugar na lista está o Microsoft IIS, com uma fatia de 35%, seguido do Google Web Server (GWS) com 6% e do Lighttpd, também de código aberto, com 3% (1,7 milhões de sites).
Segundo a Netcraft, uma nova promessa é o servidor Nginx, de autoria do programador russo Igor Sysoev. Em sua primeira aparição na lista, ele já alcançou o quinto lugar. As estatísticas estão disponíveis no site da Netcraft. O ranking de servidores de agosto está aqui.

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Fonte: Linuxnewmedia

Wine 1.0 prestes a ser lançado

Friday, June 13th, 2008

Após quinze anos de árduo desenvolvimento, a principal ferramenta para rodar programas feitos para Microsoft Windows no Linux – o Wine – está preparado para a versão 1.0. Alexandre Julliard, líder de desenvolvimento do projeto, fala sobre a nova versão, seus recursos e os motivos por trás da longa espera pela versão 1.0.

Alexandre afirmou ao linux.com que o Wine 1.0 chegará em 20 de junho deste ano, duas semanas após o aniversário de quinze anos do projeto. Apesar de já existirem cerca de 1300 aplicações para plataforma Windows capazes de rodar no Linux utilizando o Wine, apenas quatro delas são consideradas fundamentais para a versão 1.0: Photoshop CS2, PowerPoint Viewer 97 e 2003, Word Viewer 97 e 2003, e Excel Viewer 97 e 2003.

Julliard explica: “Há várias razões [que explicam a demora para chegar nesse estágio]: a API do Windows é enorme, mal documentada e cheia de comportamentos inusitados dos quais as aplicações dependem. Também trata-se de um objeto em constante transformação, dado que a Microsoft constantemente acrescenta novos recursos e pressiona os desenvolvedores a utilizá-los (nem sempre com sucesso). Além disso, descobrir o que aconteceu de errado no suporte a uma aplicação é extremamente difícil, porque não temos acesso ao código-fonte dela.”

Veja o depoimento completo (em inglês) de Alexandre Julliard no linux.com.

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Fonte: Linuxnewmedia.

OpenSolaris é ‘tostines’?

Friday, June 6th, 2008

Faz um tempo que eu não entrava no site da Sun. Principalmente, entrar nas páginas de seus produtos, em especial o Solaris e Open Solaris. Bem antes de trabalhar aqui, sempre achei legal o mundo Linux e em especial o mundo Unix. Afinal, como um sistema operacional dos anos 70 pode ser ainda tão moderno e atual por quase 30 anos? Essa mística sempre foi interessante para mim, ainda mais quando obtive meus primeiros acessos a servidores Unix como ter a conta na SDF, o primeiro e talvez o único site do mundo que oferece um “free-shell account”; e também de ter utilizado alguns servidores Sun em outros lugares que trabalhei.

Bem, ao entrar na página do OpenSolaris, vejo um destaque escrito “OpenSolaris: What Ubuntu wants to be when it grows up”. A matéria comentava do mais recente release do OpenSolaris, o 2008-05 (geralmente os releases são versionados por ano e mês) e um extenso artigo informando as novidades do Open Solaris como um LiveCD, Gnome 2.22, Firefox 2.0.0.14 e tudo mais. Engraçado, tudo isso o Ubuntu tem, não sei aonde está a correria do projeto Ubuntu em assimilar-se ao OpenSolaris, ou ao Unix em si.

Bem, surpresa para mim o chamativo da matéria dizer que Ubuntu quer ser um dia um… Solaris. Ainda mais quando o artigo começa com “What would Ubuntu be like if it were an OS for grown-ups? (…)”. Eu fiquei ponderando pelo assunto e, se o Ubuntu é comparado a um S.O para ‘teenagers’, porque ele é bem usado em várias empresas e também a escolha preferida de usuários frente ao ‘desconhecido’ Open Solaris? Eu também me perguntei o que seria exatamente um sistema operacional de ‘adulto’. Afinal, de todos os destaques oferecidos pelo Open solaris, não vi nada além do que o Ubuntu já fez por seus usuários. Ainda assim, existe uma redução no uso de sistemas operacionais Sun Solaris frente ao Windows Server e Linux em geral. O que eu senti, na verdade, é que o Open Solaris está mais é seguindo o mesmo caminho que Ubuntu, como uma forma de recuperar mercado que ela orgulhava de estar a frente junto a grandes concorrentes como HP-UX, IBM Irix, SCO Unix e outros.

Realmente, concordo que o nome “Unix” é sinônimo de estabilidade e escalabilidade, mas hoje o Linux é tão estável e escalável quanto o Solaris. Talvez, os grandes destaques do OpenSolaris, que é a performance e o ZFS sejam tecnologias que podem fazer frente. Como não os conheço bem, então limito-me a comentar, mantendo a minha neutralidade no assunto.

Finalmente, esse artigo seria muito interessante se fosse escrito em meados de 1996, época em que Linux tentava ser um sistema operacional Unix gratuito e open source. Hoje, creio que a filosofia inicial foi atingida e hoje há aprimoramentos no próprio linux para ser melhor do que ele é hoje, mas longe de querer ser um System V ou um BSD. Acho que hoje o Linux quer manter sua identidade, mantendo sua gratuitade e liberdade de desenvolvimento e compatibilidade com as especificações Unix. Isso torna o Linux forte e o OpenSolaris…. correndo atrás do sucesso.

Por isso, acho que o OpenSolaris está sendo igual a antiga propaganda do biscoito tostines. “É fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho?” Acho que cabe a Sun descobrir se realmente quer parecer um sistema grown up ou quer ser um sistema operacional de teenager, deixando de usar “Táticas Microsoft” contra concorrentes.

UPDATE: Para não dizer que falei algo sem testar, eu baixei o ISO e queimei um CD. Bootei o CD no meu computador e dá um erro de TIME OUT para tentar conectar ao meu HD SATA 2 e o Live CD nao funciona (nem no modo texto e nem desativando o HD pela BIOS). Engraçado que no Ubuntu isso funciona tranquilamente. Problema de placa mãe? Eu já instalei o Ubuntu 7.10 (versão 64 bits), Windows XP e Windows Vista (64 Bits) neste computador! Detalhe que é apenas uma Abit AN9-32X, lançado em meados de Maio de 2006.

Mais uma vitória ao mundo open source com ‘gol’ marcado pela Microsoft!

Thursday, February 21st, 2008

Quem trabalha com informática, sabe que existem duas grandes fronteiras quanto a licenciamento, desenvolvimento e uso de software: O Software Proprietário e o Software Livre. Acho que dispenso em explicar o que é cada conceito. Como estamos num processo de usar tecnologias abertas e gratuitas, sabemos quão importante ter a liberdade de criar e recriar algo, para que possamos moldar um produto final da forma como desejamos. Coisa que, com produtos proprietários, nos deixa a desejar em alguns pontos.

É natural que critiquemos a Microsoft. Afinal, é a maior empresa de software do mundo, com diversos segmentos nos quais ela ou ela é líder ou então está quase líder. Isso é perfeitamente natural, mas nós defensores de software livre nos decepcionamos quando a Microsoft quer impor tecnologias e não deixar nós escolhermos a forma como aplicar.

Por exemplo, antigamente a Microsoft criava padrões que só ela entendia e só com os produtos delas é que era possível criar algo que só funcionava em seus produtos. Exemplo: DirectX. O SDK do DirectX, até aonde entendo, só pode ser desenvolvida em cima do Visual Studio e apenas usada no Windows, não tendo suporte algum a outros sistemas operacionais. Diferente de, por exemplo ao SDL, que é similar ao DirectX, mas está disponível a dezenas de sistemas operacionais.

No início do século 21, a Microsoft adotou outra postura, com o crescimento do mercado de software livre: ela passou criar padrões certificados e mostrava como interconectar aos seus produtos, mas já criava métodos que só eles poderiam mexer a 100%. Exemplo disso seria o OpenXML, do pacote Office. O OpenXML foi uma tentativa da Microsoft de padronizar a criação de documentos, planilhas e apresentações; deixando livre a escolha do usuário se queria manipular este documento no Microsoft Office ou através do Open Office. A principal falha da Microsoft, em não ter conseguidos homologar este padrão, é ter criado diretivas que tornavam este padrão fechado, com o emprego de tags como “Parágrafo formatado como no Word 97 formatava”.

Agora, você se pergunta: “Ok, muito legal em ter me contado esses assuntos passados, mas qual a novidade”? Bem, eis a novidade: Hoje,  A Microsoft estará liberando API’s para que desenvolvedores e usuários de software livre possam criar interfaces de conexões ao seus produtos. E a melhor das notícias: Ela não mais processará quem realizar tais operações, como o caça às bruxas que ela fez ao dizer que Linux inflige patentes da Microsoft, sem revelar quais.

Pessoalmente eu vejo a notícia de maneira positiva. Afinal, não sou contra a Microsoft de criar e vender produtos. Afinal, cada um pratica a forma como faz seus programas e como deve ser seu licenciamento. Eu acredito que o produto é que não deva criar restrições à seus usuários. Por exemplo, uma corporação que use rede Microsoft de interconexão de desktops e servidores não poder usar o serviço Samba para conectar a um ‘file server’ e pegar aquele documento de Office e não poder editá-lo usando OpenOffice porque a Microsoft dizia que isso era uma violação dos produtos por ela oferecidos. Tornar essa prática licenciada e, principalmente, documentada e aberta ao público, trará benefícios mútuos a todos. Poderemos escolher qual a forma que desejamos utilizar nossos computadores e como podemos interagir com os programas para manipular algum arquivo.

Hoje é um dia histórico. Para tornar as coisas ainda mais interessantes, só faltava o Windows ser gratuito. :)

Thursday, September 6th, 2007

Sun anuncia ofensiva contra o Linux

Terça-feira, 04 de setembro de 2007 - 12h17

SÃO PAULO - A Sun anunciou planos para que o seu sistema operacional OpenSolaris torne-se um rival à altura do Linux nos próximos anos.

De acordo com o site inglês The Inquirer, a intenção da Sun é tornar o Solaris tão comum na rotina dos usuários de tecnologia quanto o Java. Hoje, a linguagem de programação é considerada o bem maior da empresa e, recentemente, tornou-se também o código da Sun na Nasdaq, bolsa de valores das empresas de tecnologia nos Estados Unidos.

Para cumprir a meta ambiciosa, a empresa americana investirá nos mercados em que o Solaris não atua, como desktops e sistemas embarcados em dispositivos móveis.

Já para o ano que vem, a Sun anunciou a chegada no mercado de uma versão do Open Solaris que dispensa compilação. Com o codinome de projeto Indiana, o sistema operacional será similar a distribuições do Linux, como Ubuntu e Suse Linux.

Analisando o comando truss

Monday, September 3rd, 2007

O comando truss é muito útil na detecção de problemas em Unix. Para usá-lo é necessário permissão sobre o processo em questão e conhecer o PID do mesmo:

truss -p PID

Será exibido um dump de todas as chamadas efetuadas pelo processo em questão.
Para entender este output, segue um set de instruções mais comuns do truss:

brk() requests memory during execution.

exec() opens a program.

fcntl() performs control functions on open files.

fstat() obtains information about open files.

getdents64() reads directory information.

ioctl() performs terminal I/O.

lstat() obtains file attributes.

mmap() maps the program image into memory.

open() opens a file. It returns a number which is referenced when the file is used.

write() writes to an open file/device.

Para interpretar melhor as chamadas de sistema(system calls) verificar a respectiva man page, ou analisar o include: /usr/include/sys/errno.h

Fonte: http://commands.blogspot.com/