Archive for the ‘usabilidade’ Category

O poder do open source

Wednesday, July 2nd, 2008

Ontem comprovei a mim mesmo como um programa open source é extremamente benéfico para o usuário final. Saber disso é uma coisa. Experimentar o poder ‘de facto’, é outra. Vamos ao caso…

Ontem, ao logar normalmente nos protocolos de ‘instant messenger’ que uso através do programa Pidgin (ex-GAIM), tive erro de conexão no protocolo usado pelo ICQ, que é o OSCAR. O erro dizia:

“The client version you are using is too old. Please upgrade at http://pidgin.im/”;

Realmente, meu pidgin era ‘old’. Afinal, uso a 2.2.1 que é que o Ubuntu 7.10 me oferece (e atualiza quando há novas atualizações em relação a 2.2.x) e eu nunca me preocupei em atualizar para a versão 2.4.x. Mas como o repositório oficial do Ubuntu não falou nada e também atualizando-o não deu em nada, resolvi baixar e compilar a versão 2.4.2, a versão recente e fresquinha no site do fabricante.

Baixei, instalei algumas libs-dev necessárias para habilitar algumas funções, feito os três passos normais de install, o famoso “configure; make; make install”. Abri o pidgin e… Mesma coisa. WTF? Eu atualizei a versão do pidgin.

Procurando pela mensagem de erro pelo Google afora, vi tópicos em fórums e também em mailing lists que estavam todos tendo os mesmos erros que eu, apesarem de ter a versão mais recente do produto. E ninguém entendia o porquê de parar de funcionar. Pensando comigo mesmo, lembrei de uma época aonde a AOL (quem comprou a Mirabilis), por duas vezes, sacanearam os usuários de clientes antigos de ICQ. Na primeira vez, em 2002, quem não usava o ICQ 2001 ou superior recebia duas mensagens idênticas de resposta ao falar com os outros usuários de ICQ. Ou seja, se uma pessoa te mandava um “oi”, esse “oi” vinham sempre em duas mensagens, o que te obrigava a clicar duas vezes no usuário. Isso obrigou o ‘upgrade’ forçado que, na época, me frustrava pq a versão 2001 era muito cheio de firulas e era pesado. Ok, fi-lo. Na segunda vez em que sacanearam, já em 2005, qualquer cliente que não tivesse a versão Lite ou Pro do ICQ 5 tomou toco. Simplesmente desconectava os usuários de programas antigos, novamente forçando o upgrade. Enfim, como a AOL adora lançar novas versões e forçar o upgrade, não me espantaria que o mesmo teria ocorrido agora em 1 de julho de 2008. Afinal, marca a metade do ano. Nada mais justo (para eles, claro).

Enfim, voltei a página do Pidgin, tentando buscar informaçõs, e estava fora. Estava tendo erros de ‘time-out’. Não me parecia muita novidade. Afinal, o ICQ é bastante usado ainda em alguns países, além de ser o mesmo protocolo do AIM, algo bem utilizado nos EUA. Logo, nota-se o desespero dos usuários à procura de soluções para o Pidgin. Ainda procurando formas de alterar o protocolo do OSCAR, achei essa url. Ela seria a forma de mudar o pigdgin 2.4.2 para que seja aceito pelos servidores do ICQ. Só alterar a seguinte linha, no source, destacado em negrito:

#define CLIENTINFO_PURPLE_ICQ { \
“Purple/” VERSION, \
0×010b, \
0×0014, 0×0034, \
0×0000, 0×0bb8, \
0×0000043d, \

Fui lá eu de novo no source em minha máquina, rodei um ‘make clean’ para apagar toda a compilação do Pidgin. Editei o arquivo SOURCE_DO_PIDGIN/libpurple/protocols/oscar/oscar.h e alterei a tal linha descrita no site. ‘make’… naveguei entre o source do pigdgin até encotrar o oscar.so.0.0.0, a lib do ICQ/GAIM já recompilada. Copiei em cima do que existia em /usr/local/lib/pidgin, fechei o programa e abri. PRONTO! ICQ voltando a funcionar.

Essa é a magia do Open Source. É o poder de você ver aonde está o problema, resolver o problema e poder voltar a utilizar o programa da forma como você quer, da forma como você precisa, na hora em que você quer e, em alguns casos, independente dos outros. Algumas vezes nos desapontamos quando uma empresa de desenvolvimento de código proprietário nos impede de consertar um problema no programa deles porque não querem que o usuário saiba o código e, por isso, perderiam seus clientes ou perderiam seus segredos. Eu acho isso dificíil. Afinal, eu não deixei de usar o Pidgin por causa disso de um problema que foi ocasionado pela AOL. Eu consegui resolver meu problema e aumentar minha satisfação pelo produto.

All hail to open source development!

Experiência com Opera 9.5 no Linux

Thursday, June 19th, 2008

Alguns dias atrás estive lendo relatos de pessoas que estavam utilizando o Opera 9.5 e dando suas opiniões a respeito. Todas, sem exceção, foram muito positivas. A maioria elogiava a rapidez e leveza do navegador em abrir páginas, sendo extremamente rápido se comparado ao Firefox 2. Como sempre é bom emitir opiniões a respeito de algo realmente conhecendo-o, me fez baixar o Opera 9.5 aqui no Linux.

Fazendo um ‘background’ sobre o navegador, ele entrou bem silenciosamente no mercado, em meados de 96. Eu lembro de ter ouvido falar dele quando estava já na 3.0, mas fiz o primeiro uso na versão 4, por causa do meu primo que utilizava um 486 na época. Entre Internet Explorer, Netscape e Opera, o Opera era mais leve para ele. O Opera prezava pela simplicidade e pelo menor consumo de memória e processamento, enquanto focava em ser um navegador com funcionalidades simples, porém eficientes. Entretanto, usar Opera naquela época era um desafio. Afinal, nem todas as homepages desenhavam bem neste navegador, já que estávamos entrando em quase 70% de aceitação mundial do Internet Explorer na Internet (e crescendo). No meu uso, fiquei bastante desconfortável. Afinal, você não fazia abertura de uma nova janela de navegação, como você fazia no Internet Explorer. Você abria uma janela interna quando fazia um “new window” e você gerenciava essas janelas dentro do Opera. Um sistema de usabilidade ultrapassado na minha opinião, que lembrava-me o estilo nostálgico de navegação do Windows 3.1. Finalmente, o browser era pago. Oras, porque eu pagaria por um software que não redesenha páginas como eu quero?

Bem, o tempo foi passando e conhecemos a guerra dos browsers, que era travada entre o “Mozilla” (incluem aqui Mozilla Suite, Firefox, SeaMonkey e etc) e o Internet Explorer. O Opera sempre foi um coadjunvante nessa guerra. Apesar disso, isso nunca foi intimidador para a Opera Software, que mudou um pouco mais o foco e procurou fazer um browser que fosse 100% compatível com os ‘web-standards’, algo que a Mozilla Foundation passou a também seguir. Uma coisa muito curiosa entre a Mozilla Foundation e a Opera Software, ao meu ver, é que ambos tinham os mesmos desejos: A simplicidade, a compatibilidade e a interoperalibidade (mais tarde a Opera pensou e assumiu também a gratuidade de seu software). As características que marcavam os softwares da Mozilla tinham no Opera e vice-versa. Pelo menos, sei que o Opera foi o primeiro navegador a utilizar abas de navegação (tabbed-browsing), se não me engano, na versão 6. Pelo menos nunca vi críticas de quem inventou o quê entre usuários, colunistas e das empresas. Aliás, isso pouco importava. Na verdade, o que importava era sempre o anseio de acabar com o império do Internet Explorer através do aperfeiçoamento e promovendo entre os site designers o uso correto de ‘web standards’.

Enfim, vamos falar do software atualmente. A começar, o ‘apt-get’ (instalador de pacotes Debian no Ubuntu) não possui o Opera como opção de download. Algo que pode ser frustrante para um usuário comum de linux. Fui então ao site oficial do produto e baixar a última versão (9.5.2042), baixei o install. um “gunzip -c opera-9.50.gcc4-shared-qt3.i386.tar.gz | tar xvf -” já expandia os arquivo sde instalação. “sudo ./install.sh” para instalar… apontou as recomendações de install e config, deixei default. Achei fabuloso que o Opera colocou seu ícone em “Applications / Internet” e também figura em “System / Preferences / Preferred Applications” como um “browser” selecionável para a abertura de links de internet.

Nos testes, realmente o Opera é extramente rápido. O desenho das páginas que são abertas por mim vem imediatamente. Ao meu ver, parece que ao baixar os elementos como a HTML do site, Js, CSS e os sub-elementos contidos no CSS o Opera decide desenhar a página, enquanto ao mesmo tempo está abrindo conexões extras ao servidor de web para baixar os outros conteúdos variáveis (como por exemplo, a foto de destaque de uma home, um banner em flash e etc). Além disso, o Opera procura e usa os plugins instalados no Firefox e adota-os também para uso, evitando de ter que baixar ou configurá-los na máquina. Infelizmente, o Opera não funciona bem com Gnash SWF, uma alternativa open source do plugin do flash. Isso nem é problema, afinal eu tenho em minha máquina a lib do flash da Adobe (9.0.124) em minha máquina e foi apenas questão de reapontar o plugin, algo extremamente fácil através do menu de preferences do navegador. Uma questão bastante elogiada no Opera é a execução de JavaScrips que eles declaram que é 2x mais rápido. Se é verdade ou não, acredito que é um pouco mais rápido mesmo para utilizar algumas funções JS em certas páginas em que pude testar.

Bem, para não dizer que TUDO funcionou perfeitamente, posso dizer que houveram sim alguns problemas de navegação. O principal problema é com o uso do Flash. Não sei exatamente se há um problema com o Opera ou com o plugin da Adobe, mas sei que em alguns raros momentos o ‘redraw’ de um banner em flash, um player de youtube pode sumir durante o scroll de uma página. Rodando o opera via command-line, eu vejo que o Opera fica cortando a excecução do plugin do flash em suas threads, declarando que o mesmo está ‘hanging’. Bem, posso dizer que no Firefox raramente ocorre do plugin do flash falhar. É mais fácil o navegador consumir mais memória do que cortar a execução do flash. Também tive problemas com o uso do plugin do Totem, aonde ele simplesmente não funcionou. Não tive paciência nem desejo de resolver essa questão. Afinal não curto mesmo ‘embeddar’ telas de video no navegador. Também vi que o Opera não funciona no formulário do WordPress. Simplesmente é impossível clicar na área de edição para escrever algo. Tive que redigir este post através do modo “code” do mesmo.

Finalmente, falando de recursos, achei legal o fato de abrir um ‘new tab’ ele abrir o ’speed dial’. O ’speed dial’ é uma página aonde você coloca suas páginas preferidas em thumbnails, aonde você pode clicá-las e acessá-las. Ele também faz o refresh dessas páginas periodicamente, então você pode ver as páginas e clicá-las para entrar. Possui também sistema de “mouse gestures”, que nem aproveitei porque nunca curti essa feature. O navegador também conta com um sistema de torrent internamente. Logo, se você baixar um torrent na internet o Opera estará usando seu sistema built-in para baixar o arquivo. Se isso é bom ou ruim, acho que fica a gosto. Pelo menos eu acredito que é uma boa feature. O navegador conta com “widgets”, que seria como os ‘extensions’ que existem no Firefox. Eu instalei um para ver a previsão do tempo e gostei. A página do Opera possui diversos widgets, mas como eu gosto de um ‘browser’ puro, preferi ficar com o que ele já me oferece. Ele também oferece sistema built-in de analizar erros de script bem completo. Pelo menos senti que fosse algo similar ao “Firebug”. Pelo menos não achei algo que se assemelhasse ao “Live HTTP Headers” built-in. É o recurso que mais uso para minhas investigações no dia a dia. =/

Acredito hoje que Opera tornou-se um navegador muito maduro, fácil e completo. Recomendo o uso dele, apesar de me apertar o coração. Afinal, ainda amo a Mozilla Foundation…

EDIT: Esqueci de informar aos leitores que o Opera foi um dos primeiros navegadores a passar do Acid Test 2, o famoso teste de compatibilidade dos browsers com padrões web de desenho de páginas. Ele fez isso antes mesmo do Firefox 3, que conseguiu essa marca neste ano, enquanto o Opera fazia isto desde 2006. Quanto ao Acid Test 3, o Opera consegue um satisfatório resultado de 83/100, três pontos a frente do Firefox 3. Os resultados da Microsoft com o Internet Explorer com Acid 2 e Acid 3? Praticamente um vexame.

EDIT2: Esqueci também de comentar dois fatos. O primeiro é que o recurso de widgets é poderoso. O que eu gostei de usar é o de weather. O segundo fato é que o Opera é o browser utilizado pelo videogame Nintendo Wii para navegar pela internet.

Wine 1.0 prestes a ser lançado

Friday, June 13th, 2008

Após quinze anos de árduo desenvolvimento, a principal ferramenta para rodar programas feitos para Microsoft Windows no Linux – o Wine – está preparado para a versão 1.0. Alexandre Julliard, líder de desenvolvimento do projeto, fala sobre a nova versão, seus recursos e os motivos por trás da longa espera pela versão 1.0.

Alexandre afirmou ao linux.com que o Wine 1.0 chegará em 20 de junho deste ano, duas semanas após o aniversário de quinze anos do projeto. Apesar de já existirem cerca de 1300 aplicações para plataforma Windows capazes de rodar no Linux utilizando o Wine, apenas quatro delas são consideradas fundamentais para a versão 1.0: Photoshop CS2, PowerPoint Viewer 97 e 2003, Word Viewer 97 e 2003, e Excel Viewer 97 e 2003.

Julliard explica: “Há várias razões [que explicam a demora para chegar nesse estágio]: a API do Windows é enorme, mal documentada e cheia de comportamentos inusitados dos quais as aplicações dependem. Também trata-se de um objeto em constante transformação, dado que a Microsoft constantemente acrescenta novos recursos e pressiona os desenvolvedores a utilizá-los (nem sempre com sucesso). Além disso, descobrir o que aconteceu de errado no suporte a uma aplicação é extremamente difícil, porque não temos acesso ao código-fonte dela.”

Veja o depoimento completo (em inglês) de Alexandre Julliard no linux.com.

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Fonte: Linuxnewmedia.

Duas a cada três empresas adotam o ITIL

Friday, May 16th, 2008

Uma pesquisa feita com 370 CIOs de 14 países aponta que 66% das empresas adota a metodologia ITIL para gerenciar a área de TI.

O estudo foi realizado pela empresa sul-africana de serviços de TI Dimension Data, que avaliou quais são as melhores metodologias de gerenciamento de ativos de TI adotada pelas corporações.

Além do ITIL (Infrastructure Technology Information Library), uma biblioteca de procedimentos criada no final dos anos 80 por uma fundação vinculada ao ministério britânico do comércio, o estudo da Dimension Data avaliou outras metodologias, como Microsoft Operations Framework (MOF, adotada por 47% das empresas) e Six Sigma (41%).

Entre 28% e 34% surgem as metodologias Prince 2, ISO, CMMi, ASL, Cobit e TQM. Abaixo dos 20% estão as metodologias Super e Agile. O ITIL obteve também a melhor nota entre todas as metodologias, 3 em uma escala de 1 a 5.

Segundo os entrevistados, o ITIL ganha das outras metodologias porque um grupo de empresas e consultores independentes faz a atualização periódica e sistemática dos processos envolvidos na gestão de TI, que são documentados como uma biblioteca, com termos previamente definidos e padronizados.

Essas metodologias de gerenciamento de TI documentam e padronizam processos de uso de tecnologia da informação para criar uma matriz de serviços oferecidos pela área de TI a toda a empresa.

Retirado do INFO Online.

The Perfect Desktop - Ubuntu 8.04 LTS (Hardy Heron)

Wednesday, April 30th, 2008

Otimizando seu Ubuntu Desktop…

http://www.howtoforge.com/the-perfect-desktop-ubuntu-8.04-lts-hardy-heron

A terceira guerra dos browsers

Friday, March 14th, 2008

Na informática, não existem competições entre empresas sobre um produto ou serviço. Existem guerras. Guerras porque, muitas vezes, não são competições honestas que ocorrem no mercado. E não há guerra tão bem acompanhada e ressurgida como a guerra dos browsers, aonde ela chega em sua terceira edição. Alguns vão dizer: “Terceira edição?! Pois eu acho que esta é a segunda!” Pois eu acho que não. Vamos recordar cada uma delas:

A primeira guerra dos browsers começou no início da internet, com o Netscape com o Navigator ou a suíte completa chamada Communicator; e a Microsoft vinha com o Internet Explorer com Internet Mail, quase que compulsóriamente aposentado com a entrada do Outlook Express. Todos nós sabemos o resultado do fim dessa guerra: A vitória foi da Microsoft, que já atingiu 95% de utilização deste browser no mundo inteiro. A empresa Netscape, cambaleada, foi comprada pela AOL que apenas sepultou a marca.

O segunda guerra de browsers começou com a ameaça fantasma de ex-desenvolvedores da Netscape, que criaram a Mozilla Foundation e começaram, do zero, a reprogramação do browser Netscape, rebatizado de Mozilla (devido ao nome-código que era dado ao Netscape). Incialmente com o Mozilla Suite, que procurava ser compatível com os padrões definidos pela W3C e outros tipos de padrões, ao invés de inventar padrões e redesenhar páginas ao seu modo, como ocorreu e muito com o Internet Explorer. Eu, que embarquei bem no início dessa nova geração ao utilizar o Mozilla Suite ainda na versão 0.4, era realmente difícil e desprazeroso utilizar a web usando um web-browser que não possuia compatibilidade nenhuma com site algum. Entretanto, com o maior amadurecimento do Gecko (o novo motor de redenrização que a Mozilla Foundation criou para seu browser), os sites passaram a ser melhor redenrizados, passou a ser mais compatível e, progressivamente, os sites passaram ser melhor formulados quanto a interoperabilidade. Ainda assim, o Mozilla Suite era apenas um patinho feio usado apenas por xiitas, masoquistas e/ou entusiastas de Netscape. Quem iria querer um programa que era lento para iniciar, feio para usar e que era apenas ligeiramente rápido para navegar do que o Internet Explorer? Talvez inspirado por esses e outros desejos é que a Mozilla soltou um novo browser com o nome de Firebird, nome que apenas durou quase 1 ano e teve que ser trocado, visto que causava conflito com um sistema de banco de dados. E, assim, nasceu Firefox. Um browser de interface amigável, mais rápido para iniciar, mais rápido e mais seguro. Essa guerra boa parte das pessoas de hoje conhecem e vivenciam. Não é raro mais encontrar alguém que realmente largou o Internet Explorer de suas vidas. O maior movimento para a Microsoft em combater o avanço do Firefox veio no Internet Explorer 7, quase que três anos depois do lançamento do Internet Explorer 6. Tão amigável quanto o Firefox, tão seguro quanto o Firefox e tão rápido quanto ele, que conseguiu aceitação pelo público.

Ok, então aonde está a terceira guerra? A terceira guerra está por vir, com Internet Explorer 8 e com Firefox 3. Ambas produtoras estão interessadas cada vez mais em ser compatíveis com qualquer tipo de site, ambas anseiam um objetivo comum: Ser 100% compatível com padrões web já estabelecidos e passar do famigerado teste do Acid2, hoje triunfo alcançado apenas por alguns navegadores, como o Safari da Apple e o Opera. Mas o que tem o Acid2 a ver Firefox e Internet Explorer? Porque cada vez mais está tendo uma revolução por parte de desenvolvedores de site a adotar desenvolvimento de site através de padrões de web para que qualquer navegador possa utilizá-lo, diferente de fazer algo que só funcione no Internet Explorer. Afinal, a adoção por diferentes navegadores de internet ocorrem, a adoção de outros sistemas operacionais crescem (como o Mac OS e o Linux) e é importante para os desenvolvedores de site procurarem ter seus sites funcionais para qualque um.

A terceira guerra dos browsers, que está ainda para estrear, tem sido bastante interessante, tendo tantos alvoçoros que parece até um pré-início de Big Brother Brasil, com participantes saindo e participantes entrando antes do programa começar. É o que tem sido nessa nova guerra. O que seria exatamente isso? Inicialmente, no lado da Microsoft, existem dois dilemas para ela: Esquecer o presente para um novo futuro ou tentar manter o presente e tentar encaixar o futuro? Do que conheço da Microsoft, ela pratica a segunda opção. Por isso, o novo IE conseguiria redesenhar sites criados para IE6 e IE7 mas também funcionaria no Acid2. Ela achou isso um pouco difícil. Qual foi a solução? Partir para a minha primeira opção, que é esquecer o presenter e pensar no futuro. Ela fez isso quando informou a intenção de criar um sistema de tags que os desenvolvedores precisavam criar em suas páginas para informar algo como “redenrize para Internet Explorer 8″. Assim, quando um usuário de browser de IE8 acessasse essa página, o IE8 automaticamente assumiria uma nova forma de redenrizar páginas, que seria no novo conceito de páginas usando padrões web. Um usuário de versões anteriores não sentiria diferença. A idéia, apesar de ser uma solução bastante interessante, foi altamente criticada por vários meios de notícias, blogs e empresas rivais, como a Google. Afinal, se existem algumas resistencias por parte de desenvolvedores em criar sites que funcione para todos, é criado um novo browser que ainda trabalhe de forma não-padrão, quem pensaria em gastar seu tempo redesenvolvendo tudo pensando em padrões de web? Nenhum.

A Fundação Mozilla, que toca o projeto do Firefox 3, está também alvejando a compatibilidade do Acid2. Apesar de não conseguir hoje passar do teste, é um dos browsers que mais chega-se perto disso se compararmos com o Internet Explorer atualmente. E como a cada versão da engine Gecko tem impressionado cada vez mais os desenvolvedores e usuários, é esperado que este seja um browser que ganhe mais espaço de market sharing, que hoje possui quase 20% de market-share.

Ok, apesar disso tudo, todos se perguntam: Qual a importância disso? O que isso muda no meu cotidiano? Talvez, para o seu não importa no momento. Afinal, muitas pessoas são conformadas em usar o Windows e o Internet Explorer. Entretanto, como cresce cada vez mais o uso da web em diversos tipos de dispositivos e sistemas operacionais, não seria interessante que eles funcionassem perfeitamente neles também? Por exemplo, não seria ótimo se através do iPhone acessar o G1 e visse da mesma forma que você vê no seu computador? Caso utilize um videogame como o Wii, usasse o browser Opera que existe nele e acessar o GloboEsporte, não gostaria que ele aparecesse certinho? Caso compre um MacBook, não acharia fantástico em poder acessar os Vídeos da Globo da mesma forma como você vê no PC? Pois é isso que a terceira guerra dos browsers veio proporcionar, além da antiga competição do market share. Nos próximos anos, teremos sites melhores desenvolvidos que funcionarão em qualquer plataforma, sem medos e sem desapontamentos. Será algo como preza a tecnologia Java, agora para sites: “Write once, run everywhere”.

ATUALIDADES: Hoje, lendo o Slashdot, vi um article aonde um camarada hospeda o arquivo de teste do Acid2 num webserver local e, usando o IE8 num server local, ele falha na redenrização do Acid Test 2. No Blog do time de desenvolvimento do IE8, já se prontificou a respeito e dando uma excelente explicação.

‘workaround’ para o Evolution - Atualizado

Monday, February 25th, 2008

Evolution é quase perfeito. Sim, quase perfeito. Eu digo isso porque nada mais irritante é você ver a seguinte mensagem aparecendo, ao abrir um e-mail ou uma folder:

“Lost connection to Evolution Exchange backend process ”

Para resolver isso, geralmente quando ‘killamos’ todos os processos do Evolution e abrindo-o novamente resolve. Entretanto, em raros casos o Evolution não funciona.

Procurando por soluções, achei uma bem interessante que ‘resolve’ o problema.

1- Abre o shell

2- Encerre todos os processos do evolution

$ evolution –force-shutdown
Shutting down evolution-data-server-1.12 (Evolution Calendar file and webcal backend / Evolution Addressbook file backend)
Shutting down evolution-alarm-notify (Evolution Calendar alarm notification service)

3- killa todos os processos do evolution (caso você ainda veja um processo rodando)

pgrep evolution | xargs kill -9

4- entre em .evolution/mail/exchange (ou seja, vc precisa estar no seu homedir)

5- Apague todos os arquivos locais do Exchange. Vamos apagar todos os ‘fetchs’ de e-mail do exchange. Não é um problema, porque são informações gravadas localmente apenas para ‘cache’.

$ rm -rf *

6- Repita o mesmo processo de apagar os arquivos também na pasta para .evolution/exchange

7- Abra o evolution.

Quando abrir o evolution, ele vai refazer os fetchs de e-mail. Pode levar um bom tempo até que ele termine isso. Para evitar que o ‘fetch’ demore, mova e-mails antigos para a pasta local. Isso é bom porque você vai ganhar espaço na sua mailbox também.

Uma dica legal enviada é fazer tudo isso num comando simples. Segue abaixo esse comando:

$ evolution –force-shutdown && rm -rf ~/.evolution/mail/exchange/*

Aliás, quem quiser um script para isso, segue o meu “fix_evolution.sh”

#!/bin/sh
cd $HOME
evolution –force-shutdown
echo “fixing evolution problem”
rm -rf .evolution/mail/exchange
rm -rf .evolution/exchange
echo “All done! You may start Evolution again”

XandrOS - O melhor desktop Linux para usuários Windows

Wednesday, September 26th, 2007

Esta é a distro que mais possui interoperabilidade com redes microsoft, suportando desde leitura/escrita em partições NTFS(muito útil em desktop com dual boot) a total compatibilidade com Active Directory, inclusive executando scripts de police e logon. Seu servidor de emails Scalix foi autorizado pela MS a suportar o protocolo do Exchange.

Com seu Network Connection System, o XandrOS se adapta facilmente em qualquer rede, seja NFS via solaris, ou uma impressora SMB com AD.

Aos que precisam utilizar software microsoft, o XandrOS já vem com CrossOver, o que permite rodar os softwares windows mais populares.

Altamente estável por se basear no Debian Sarge 3.1, vem com kernel 2.6.18 mais drivers proprietários da ATI e NVidia

Possui versão gratuita que pode ser baixada via torrent em: http://www.xandros.or.id/xandros4oce.torrent


Licença por Desktop: U$99,00

Fonte completa: DesktopLinux

Preview do Compiz Fusion 5.2

Wednesday, September 12th, 2007

O novo Compiz Fusion(Fusão do compiz antigo + beryl) tem efeitos que deixam no chinelo MacOS(exceto claro, o novo MacOS leopard) e Windows Vista. Suporta inclusive widgets.

Com a fusão a sinergia esta ótima, as equipes dividiram as tarefas, a do compiz focando no core e a do beryl nos plugins.

Para ver um preview de como andam as coisas:

http://lunapark6.com/compiz-fusion-052-preview.html