Archive for the ‘web2.0’ Category

A terceira guerra dos browsers

Friday, March 14th, 2008

Na informática, não existem competições entre empresas sobre um produto ou serviço. Existem guerras. Guerras porque, muitas vezes, não são competições honestas que ocorrem no mercado. E não há guerra tão bem acompanhada e ressurgida como a guerra dos browsers, aonde ela chega em sua terceira edição. Alguns vão dizer: “Terceira edição?! Pois eu acho que esta é a segunda!” Pois eu acho que não. Vamos recordar cada uma delas:

A primeira guerra dos browsers começou no início da internet, com o Netscape com o Navigator ou a suíte completa chamada Communicator; e a Microsoft vinha com o Internet Explorer com Internet Mail, quase que compulsóriamente aposentado com a entrada do Outlook Express. Todos nós sabemos o resultado do fim dessa guerra: A vitória foi da Microsoft, que já atingiu 95% de utilização deste browser no mundo inteiro. A empresa Netscape, cambaleada, foi comprada pela AOL que apenas sepultou a marca.

O segunda guerra de browsers começou com a ameaça fantasma de ex-desenvolvedores da Netscape, que criaram a Mozilla Foundation e começaram, do zero, a reprogramação do browser Netscape, rebatizado de Mozilla (devido ao nome-código que era dado ao Netscape). Incialmente com o Mozilla Suite, que procurava ser compatível com os padrões definidos pela W3C e outros tipos de padrões, ao invés de inventar padrões e redesenhar páginas ao seu modo, como ocorreu e muito com o Internet Explorer. Eu, que embarquei bem no início dessa nova geração ao utilizar o Mozilla Suite ainda na versão 0.4, era realmente difícil e desprazeroso utilizar a web usando um web-browser que não possuia compatibilidade nenhuma com site algum. Entretanto, com o maior amadurecimento do Gecko (o novo motor de redenrização que a Mozilla Foundation criou para seu browser), os sites passaram a ser melhor redenrizados, passou a ser mais compatível e, progressivamente, os sites passaram ser melhor formulados quanto a interoperabilidade. Ainda assim, o Mozilla Suite era apenas um patinho feio usado apenas por xiitas, masoquistas e/ou entusiastas de Netscape. Quem iria querer um programa que era lento para iniciar, feio para usar e que era apenas ligeiramente rápido para navegar do que o Internet Explorer? Talvez inspirado por esses e outros desejos é que a Mozilla soltou um novo browser com o nome de Firebird, nome que apenas durou quase 1 ano e teve que ser trocado, visto que causava conflito com um sistema de banco de dados. E, assim, nasceu Firefox. Um browser de interface amigável, mais rápido para iniciar, mais rápido e mais seguro. Essa guerra boa parte das pessoas de hoje conhecem e vivenciam. Não é raro mais encontrar alguém que realmente largou o Internet Explorer de suas vidas. O maior movimento para a Microsoft em combater o avanço do Firefox veio no Internet Explorer 7, quase que três anos depois do lançamento do Internet Explorer 6. Tão amigável quanto o Firefox, tão seguro quanto o Firefox e tão rápido quanto ele, que conseguiu aceitação pelo público.

Ok, então aonde está a terceira guerra? A terceira guerra está por vir, com Internet Explorer 8 e com Firefox 3. Ambas produtoras estão interessadas cada vez mais em ser compatíveis com qualquer tipo de site, ambas anseiam um objetivo comum: Ser 100% compatível com padrões web já estabelecidos e passar do famigerado teste do Acid2, hoje triunfo alcançado apenas por alguns navegadores, como o Safari da Apple e o Opera. Mas o que tem o Acid2 a ver Firefox e Internet Explorer? Porque cada vez mais está tendo uma revolução por parte de desenvolvedores de site a adotar desenvolvimento de site através de padrões de web para que qualquer navegador possa utilizá-lo, diferente de fazer algo que só funcione no Internet Explorer. Afinal, a adoção por diferentes navegadores de internet ocorrem, a adoção de outros sistemas operacionais crescem (como o Mac OS e o Linux) e é importante para os desenvolvedores de site procurarem ter seus sites funcionais para qualque um.

A terceira guerra dos browsers, que está ainda para estrear, tem sido bastante interessante, tendo tantos alvoçoros que parece até um pré-início de Big Brother Brasil, com participantes saindo e participantes entrando antes do programa começar. É o que tem sido nessa nova guerra. O que seria exatamente isso? Inicialmente, no lado da Microsoft, existem dois dilemas para ela: Esquecer o presente para um novo futuro ou tentar manter o presente e tentar encaixar o futuro? Do que conheço da Microsoft, ela pratica a segunda opção. Por isso, o novo IE conseguiria redesenhar sites criados para IE6 e IE7 mas também funcionaria no Acid2. Ela achou isso um pouco difícil. Qual foi a solução? Partir para a minha primeira opção, que é esquecer o presenter e pensar no futuro. Ela fez isso quando informou a intenção de criar um sistema de tags que os desenvolvedores precisavam criar em suas páginas para informar algo como “redenrize para Internet Explorer 8″. Assim, quando um usuário de browser de IE8 acessasse essa página, o IE8 automaticamente assumiria uma nova forma de redenrizar páginas, que seria no novo conceito de páginas usando padrões web. Um usuário de versões anteriores não sentiria diferença. A idéia, apesar de ser uma solução bastante interessante, foi altamente criticada por vários meios de notícias, blogs e empresas rivais, como a Google. Afinal, se existem algumas resistencias por parte de desenvolvedores em criar sites que funcione para todos, é criado um novo browser que ainda trabalhe de forma não-padrão, quem pensaria em gastar seu tempo redesenvolvendo tudo pensando em padrões de web? Nenhum.

A Fundação Mozilla, que toca o projeto do Firefox 3, está também alvejando a compatibilidade do Acid2. Apesar de não conseguir hoje passar do teste, é um dos browsers que mais chega-se perto disso se compararmos com o Internet Explorer atualmente. E como a cada versão da engine Gecko tem impressionado cada vez mais os desenvolvedores e usuários, é esperado que este seja um browser que ganhe mais espaço de market sharing, que hoje possui quase 20% de market-share.

Ok, apesar disso tudo, todos se perguntam: Qual a importância disso? O que isso muda no meu cotidiano? Talvez, para o seu não importa no momento. Afinal, muitas pessoas são conformadas em usar o Windows e o Internet Explorer. Entretanto, como cresce cada vez mais o uso da web em diversos tipos de dispositivos e sistemas operacionais, não seria interessante que eles funcionassem perfeitamente neles também? Por exemplo, não seria ótimo se através do iPhone acessar o G1 e visse da mesma forma que você vê no seu computador? Caso utilize um videogame como o Wii, usasse o browser Opera que existe nele e acessar o GloboEsporte, não gostaria que ele aparecesse certinho? Caso compre um MacBook, não acharia fantástico em poder acessar os Vídeos da Globo da mesma forma como você vê no PC? Pois é isso que a terceira guerra dos browsers veio proporcionar, além da antiga competição do market share. Nos próximos anos, teremos sites melhores desenvolvidos que funcionarão em qualquer plataforma, sem medos e sem desapontamentos. Será algo como preza a tecnologia Java, agora para sites: “Write once, run everywhere”.

ATUALIDADES: Hoje, lendo o Slashdot, vi um article aonde um camarada hospeda o arquivo de teste do Acid2 num webserver local e, usando o IE8 num server local, ele falha na redenrização do Acid Test 2. No Blog do time de desenvolvimento do IE8, já se prontificou a respeito e dando uma excelente explicação.

As 10 vulnerabilidades mais críticas encontradas em aplicações WEB

Tuesday, January 15th, 2008

Documento traduzido, indica as 10 vulnerabilidades mais críticas em aplicações WEB. Descreve as vulnerabilidades, o motivo da gravidade, coloca exemplos de ataque. Tudo de forma bem didática.

Leitura OBRIGATÓRIA para desenvolvedores web, e para quem trabalha com suporte/segurança das aplicações

Fonte:

http://www.owasp.org/images/4/42/OWASP_TOP_10_2007_PT-BR.pdf

Reconhecendo gestos na web

Wednesday, December 5th, 2007

Neste semestre resolvi fazer uma cadeira relacionada a interfaces no mestrado da PUC. Nunca havia me interessado por matérias de IHC (interface humano-computador), mas com toda a onda de iphones, microsoft surface, tablets, …, resolvi estudar um pouco disso e peguei a matéria “Interfaces Inteligentes”.

A minha idéia era tentar fazer algum tipo novo de interação para páginas web e que pudesse suportar essas novas interfaces que estão surgindo. Resolvi fazer então uma “api” em javascript capaz de reconhecer o movimentos do mouse (ou caneta, ou dedo) e realizar uma ação para cada gesto reconhecido. Assim, o próprio site possibilitaria uma navegação por gestos.

Resolvi fazer em javascript para ser facilmente integrável a qualquer site e para que rodasse no próprio browser do usuário. Fica aqui o crédito e o agradecimento ao Falcão que me ajudou muito na implementação.

Fiz um vídeo para apresentar para a professora matéria e coloquei em http://www.yousendit.com/transfer.php?action=download&ufid=D8EC0F7264DC6B25 (se o link quebrar, reclame que eu posto outro no comentário). O vídeo tem 10 minutos se tiver com pouco tempo avance pro meio, pulando a explicação inicial.

Ainda não sei a real utilidade disso na Globo.com . Tenho algumas idéias, mas nada que achei muito bom ainda. Se vc tiver idéias por favor comente.