iTunes – maior loja de música dos EUA

April 7th, 2008 by Antonio Carlos Silveira

Recentemente foi publicada uma pesquisa realizada pelo NPD Group, que coloca o iTunes como a maior loja de música do Estados Unidos, passando o gigante Wal-Mart.

São os novos tempos de mídia digital que mais uma vez provam que o mercado de mídias fisicas esta caminhando para seu fim, como aconteceu com os dinossauros :-). Digam bye-bye para os novíssimos Blue-ray Discs pois eles serão substituidos pelos downloads, eu já uso o Apple TV para alugar videos sem sair de casa.

Robert iger, CEO da Disney, recentemente disse em uma entrevista que o PC com acesso a Internet será o principal meio de entretenimento das crianças daqui para a frente, e que a Disney esta investindo muito neste filão para continuar representativa na vida dos pequenos, neste último ano a divisão digital teve revenues de US$ 1Bi e possui produtos muito significativos como o Club Penguin.

Flash Player para iPhone? Not Yet!

March 23rd, 2008 by Antonio Carlos Silveira

Esta semana sairam várias notícias sobre a possibilidade de sair uma versão do Flash Player para o iPhone. Estas interpretações foram tiradas do discurso do CEO da Adobe, Shantanu Narayen, que disse que estariam estudando o desenvolvimento de uma versão do Player para o aparelho da Apple.

Na Terça-Feira, Narayen disse, “We are also committed to bringing the Flash experience to the iPhone and we will work with Apple. We’ve evaluated the SDK, we can now start to develop the Flash player ourselves and we think it benefits our joint customers.

A Adobe se esqueceu que o Flash é um plugin que estaria intimamente ligado ao Mobile Safari e que isso só poderia ser efetivamente oferecido para os usuários se a Apple aprova-se, não é a mesma coisa que desenvolver um RSS reader ou um jogo, é preciso o aval de Steve Jobs para conseguir fazer isso.

Na quarta-feira, a Adobe acabou soltando uma nota onde descreve que avaliou o SDK do iPhone e que infelizmente vai precisar de mais ferramentas para poder desenvolver uma versão do Flash Player para o iPhone.

Segue um trecho da nota:

Adobe has evaluated the iPhone SDK and can now start to develop a way to bring Flash Player to the iPhone. However, to bring the full capabilities of Flash to the iPhone Web-browsing experience we do need to work with Apple beyond and above what is available through the SDK and the current license around it.

O mesmo aconteceu com a Sun, que anunciou que estaria desenvolvendo uma versão do Java para o iPhone e logo depois deu para trás e cancelou a iniciativa.

Mas com certeza haverá uma versão do Flash Player para o iPhone em um futuro não muito distante, resta saber qual versao será essa, o Player Full ou uma versão do Flash Lite.

Agile na SD West 2008

March 6th, 2008 by Antonio Carlos Silveira

Como alguns de vcs sabem estou nos Estados Unidos nesta semana, tivemos algumas reuniões em San Francisco com a ADOBE, onde vimos algumas das novidades que vão acontecer durante 2008 e inicio de 2009 nas plataformas da empresa.

Em seguida, vim para Santa Clara para participar da SD West 2008, um evento com diversos tracks legais e super sintonizados com o momento de transição que estamos passando na Globo.com, particularmente estou assistindo a maioria das apresentações do track chamado People, Process and Methods, onde são discutidas práticas ágeis de gerenciamento do desenvolvimento do Software, como o SCRUM, Crystal Clear e XP entre outros assuntos. Hoje assisti várias palestras e aproveitei para tirar algumas dúvidas com uns dos maiores nomes do mundo Agile, como Mike Cohn, Alistair Cockburn, Paul Hodgetts entre outros.

Na primeira palestra que participei foi a “Agile Transitions“, que na verdade foi um round de discussão de como realizar a mudança para uma metodologia ágil, independente de qual vc estaria interessado. Foi muito bom ver que grande parte das perguntas feitas eu consegui responder corretamente, o que mostra que estamos avançando no quesito de conhecimento sobre práticas ágeis. Uma das perguntas que fiz foi a respeito de qualidade versus número de features, justamente perguntando se na situação onde o time vê a necessidade de melhorar a qualidade do software criando uma estória de refactoring , por exemplo, é correto dropar uma feature e escolher a qualidade?

A resposta foi em linha com o que pensava, todos foram categóricos com o fato de que com qualidade não se discute e que isso é uma decisão do Time juntamente com o PO, mas que o PO precisa entender o que esta em jogo e o que se ganha ao realizarmos um refactoring ou automatizar um teste que na maior parte das vezes é muito sutil, porque só se percebe o Technical Dept quando ele já esta muito alto e coloca o projeto todo em risco, é função do Time mostrar este valor para o PO.

Na segunda palestra Prioritizing Requirements, com Mike Cohn, foram apresentadas técnicas de priorização do Product Backlog, em resumo é possível dividir estas técnicas em dois grupos: Financeiras e as Não-Financeiras. Na parte de técnicas financeiras nenhuma grande novidade, ele falou bem superficialmente sobre NPV, FV, IRR, etc. Mas na parte de técnicas não-financeiras achei interessante o Método de Kano e tb o reforço no método do Beneficio Relativo. Para saber mais sobre este assunto leia o livro do Mike “Agile estimating and planning“.

A terceira palestra foi sobre o Crystal Clear, ministrada pelo Alistair Cockburn (Lê-se Co-burn), onde ele apresentou um overview sobre a metodologia Crystal, que em resumo tem os seguintes propriedades:

  • Frequent Delivery
  • Reflective Improvement
  • Close Communications

Estes principios todos são muito comuns a diversas metodologias ágeis, mas este último tópico (Close Communications) foi muito interessante, onde ele discutiu e mostrou alguns papers como este aqui da Universidade de Michigan chamado Distance Matters, onde é provado que quanto mais proximos estão os membros de um time melhor é o rendimento e a qualidade e por consequencia o retorno sobre o investimento.

A última apresentaçao que fui, ministrada por um consultor da Net Objectives, não teve grandes novidades, mas foi muito interessante para ajudar a verificar como podemos estruturar o conteúdo sobre SCRUM para os nossos treinamentos internos para os Team Members.

Novo mecanismo de pesquisa para o Wiki

February 29th, 2008 by Guilherme Garnier

Muita gente reclama que o mecanismo de busca do Wiki é lento e, em alguns momentos, apresenta resultados inconsistentes.

O Wiki utilizado na Globo.com é o TWiki, software open source que não usa banco de dados, ao contrário de outros Wikis, como o MediaWiki, usado pela Wikipedia (o site WikiMatrix permite comparar os vários softwares de Wiki disponíveis). No TWiki, cada tópico é um arquivo texto, e estes arquivos são organizados numa estrutura de diretórios, refletindo a estrutura de webs. Em função desta característica, o mecanismo de busca original executa simplesmente um grep nesses arquivos texto. Apesar da simplicidade, isto traz como principais desvantagens a lentidão e a limitação no número máximo de tópicos – que é o limite de parâmetros aceitos na linha de comando do grep.

Para otimizar a pesquisa no Wiki, foi instalado o plugin SearchEngineKinoSearchAddOn. Este plugin permite o uso da biblioteca KinoSearch, que é um port em Perl do Lucene. Este software é um indexador de documentos desenvolvido em Java, que acelera bastante a pesquisa – o trabalho mais pesado de pesquisar documento por documento é feito pelo indexador, e a pesquisa acessa diretamente o índice. O site do KinoSearch traz mais detalhes, incluindo um benchmark comparando-o com o Lucene e o Plucene (outro port do Lucene para Perl, que não é atualizado há algum tempo) e uma apresentação feita na OSCON 2006.

Através deste plugin, é executado de hora em hora um script no servidor do Wiki. Este script verifica a data de última atualização de cada web (tópicos criados, editados e excluídos). Caso esta seja mais recente que a data de última execução do indexador, o script atualiza o índice desta web. Como desvantagem, as atualizações mais recentes só aparecerão nos resultados da busca após a próxima atualização do índice.

Outra vantagem da pesquisa pelo plugin do KinoSearch é que além dos tópicos, ele também indexa os anexos. O conteúdo dos anexos nos formatos DOC, PPT, XLS, PDF, XML, TXT e HTML também é indexado, e estes são incluídos nos resultados da busca. Os resultados são ordenados por relevância, e não mais separados por web.

Uma característica da pesquisa é que as palavras são pesquisadas pelo radical, ou seja, quando é pesquisada a palavra “testes”, por exemplo, os resultados incluem as palavras “teste”, “testar” e “testando”. A sintaxe da pesquisa é semelhante à do Google: termos precedidos por “+” e “-” são respectivamente incluídos e excluídos da pesquisa. Além disso, é possível pesquisar por título, texto, autor, web, tópico e outros parâmetros específicos, e não é permitido o uso de wildcards. O tópico do KinoSearch no Wiki descreve estas opções em mais detalhes.

Vídeos da Globo no seu site

February 28th, 2008 by Guilherme Chapiewski

Agora os vídeos da TV Globo podem estar em todos os lugares! Acabamos de lançar uma nova versão do player do Globo Vídeos, e a partir de hoje os usuários podem embeddar vídeos em seus sites. Além disso, agora temos uma tela no fim dos vídeos onde são sugeridos vídeos relacionados e disponibilizadas algumas opções para compartilhamento, como o código para colocar o player em um site e o link para o vídeo no Globo Vídeos.

O player embedded já existe internamente na Globo.com há algum tempo e muito sites já o usam, como o G1 e o GloboEsporte.com, por exemplo. Porém, ele nunca esteve oficialmente disponível para os usuários e essa era uma das features mais requisitadas da nossa fila. Espero que gostem!

DoubleClick lança propaganda com Vídeo HD (H.264)

February 28th, 2008 by Marcello Azambuja

DoubleClick HD VideoA DoubleClick anunciou ontem a disponibilidade de anúncios de vídeo em HD (DoubleClick HD Video) usando o CODEC H.264 com o Flash Player 9.0.115+.

Para os usuários que não tiverem a versão do Flash Player com suporte ao H.264 o fall-back exibe a propaganda na versão não-HD. Veja o Ad em HD e a alternativa de Ad não-HD.

Reparei, entretanto, que o consumo de CPU na minha nova máquina com Core 2 Duo 2.13GHz foi consideravelmente mais alto, como era de se esperar.

Stage6 fecha as portas

February 26th, 2008 by Antonio Carlos Silveira

Stage6 logo

O projeto de vídeos de usuários da DivX, o Stage6, fechou oficialmente segundo press release da empresa, como já sabiamos a matemática de concorrer com o YouTube é um jogo para poucos e a DivX não conseguiu bancar a operação por muito tempo.

“So why are we shutting the service down? Well, the short answer is that the continued operation of Stage6 is a very expensive enterprise that requires an enormous amount of attention and resources that we are not in a position to continue to provide. There are a lot of other details involved, but at the end of the day it’s really as simple as that.”

http://www.onlinevideowatch.com/divx-shutters-stage6/

Benchmarks do novo Flash Media Server 3.0

February 25th, 2008 by Antonio Carlos Silveira

Flash Media Server logoNa semana passada a Adobe soltou alguns dados dos benchmarks que realizou na sua nova versão do Flash Media Server 3.0, para quem não sabe este é o software da Adobe que concorre com Windows Media Services e com o Real Server, além de ter ainda o Darwin Streaming Server e o Helix Server como opções open source.

A diferença entre todos estes softwares é grande e todos tem pontos positivos, negativos e peculiaridades, e não é o foco deste post fazer esta comparação. O grande fato é que o FMS3 é a grande aposta da Adobe para disseminar ainda mais o formato Flash Video, principalmente no segmento em que ela é mais fraca, transmissões ao vivo. Recentemente o Yahoo se juntou a diversas outras Start Ups (JustinTV, UStream, BlogTV, LiveUniverse, Mogulus, etc) e lançou seu produto de self-broadcast chamado Yahoo Live!, que é baseado no FMS.

Outra grande preocupação com o software da Adobe é o suporte ao sistema operacional Linux, na versão 2.0 do FMS a performance quando rodando no Linux era bem sofrível e notadamente inferior a versão Windows rodando no mesmo hardware, o que geralmente não se observa em nenhum outro software.

Enfim, parece que a Adobe acertou os ponteiros e finalmente deu um pouco de prioridade a versão do FMS para o Linux, segue um resumo do resultado do benckmark do novo FMS 3.0 em comparação com a versão 2.0 rodando no mesmo hardware

  • 200% de melhora no Windows 2003 (SP1; Standard) na distribuição Live e VOD
  • No Linux, melhora de mais 300% em performance.
  • 20% CPU no Linux são suficientes para distribuir 1Gbps de tráfego.
  • Ao usar o RTMPE ou RTMPS (novo protocolo de streaming da Adobe para conteúdo Encriptado) adiciona em torno de 10% to the CPU, o que é BEM razoável.

Claro que nem tudo são maravilhas, a Adobe acabou dividindo seus produtos de servidor de media e agora há duas opções: o Flash Media Interactive Server e o Flash Media Streaming Server, sendo este segundo uma versão “capada”, onde não é possível escalar a infra estrutura com servidores de borda(edge) e origem, por isso ela conseguiu reduzir o preço do FMS em 80% mas mantendo o preço do FMIS.

Outro dado interessante é que o FMS3 agora suporta encriptação através do RTMPE e RTMPS (com suporte a SSL) e controle de acesso aos conteúdos que distribui e adicionalmente a estas características quando o Flash Player acessa um conteúdo distribuído através de um destes dois protocolos ele não faz cache local, o que dificulta o acesso ao arquivo fisicamente, como acontece ao se usar o HTTP progressive download.

Estudos sobre qual o público que acessa vídeos online

February 22nd, 2008 by Antonio Carlos Silveira

A Nielsen Online, divulgou recentemente um estudo interessante que mostra um pouco do demografics do público que utiliza sites de vídeo online. YouTube é Marte e Streaming Video é Vênus
Resumidamente a pesquisa mostra:

  • Mulheres preferem mais assistir vídeos em sites de Redes de TV  e Homens preferem mais vídeos gerados pelos usuários
  • Os maiores acessos aos sites de conteúdo do usuários acontecem durante a noite e madrugada e nos finais de semana e os maiores acessos em sites de vídeo de redes de TV acontece na hora do almoço

Estes dados foram gerados através do produto da Nielsen chamado de VideoCensus que foi lançado em meados de 2007, e tem como principal target os advertisers e empresas que possuem iniciativas de distribuição de vídeo online e que agora possuem uma empresa de respeito em analises de audiência para poder distribuir melhor suas campanhas de marketing e adaptar suas programações.

Este produto ainda não esta disponível no Brasil (aqui a Nielsen fez uma parceria com o IBO{E) mas esperamos que deva acontecer em breve, já que acessos à vídeo online está crescendo em todas as partes do mundo.

Um outro estudo feito pela ComScore, mostra outros dados interessantes, como por exemplo, heavy users de video online assistem em torno de 250 vídeos  por mês, enquanto usuários mais light assistem apenas 8 vídeos.

A comScore também classificou o público que acessa vídeos online em quatro grupos distintos: On demanders, Sight & Sounders, Television Devotees e Content Explorers.

E por fim um outro artigo interessante, feito em meados do ano passado e divulgado pela Broadcasting and Cable, uma renomada revista da área de Televisão mostra que 63% dos usuários banda larga nos Estados Unidos acessam algum tipo de conteúdo em vídeo na Internet, um crescimento de 16% em 6 meses. Este estudo conclui ainda que, esta audiência online não “canibaliza” a audiência da TV, ou seja, as pessoas não deixam de assistir TV para acessar vídeos online, os usuários estão cada vez mais fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

JBoss World 2008

February 21st, 2008 by Guilherme Chapiewski

Na última semana estive na JBoss World 2008, um evento da Red Hat que discute várias ferramentas e soluções baseadas em produtos JBoss. Fiz uma série de posts no meu blog sobre as apresentações que achei mais interessantes, sugiro que dêem uma olhada. Além disso, todas as apresentações estão disponíveis para download no site do evento.